O volante atleticano Renato, cujo nome verdadeiro é Cleonício dos Santos Silva, expulso por reclamação no empate (3 a 3) com o Londrina, anteontem, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, pode ter o benefício da suspensão do julgamento de seu processo por falsidade ideológica revisto pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense.
Comportar-se exemplarmente durante dois anos, sem cometer falta grave ou infração, foi a condição imposta pelo TJD para que Renato pudesse ser beneficiado.
Segundo o presidente do TJD, Ítalo Tanaka Júnior, antes de se cogitar a hipótese de retomar o processo por falsidade ideológica de Renato será necessário julgá-lo pela expulsão na partida diante do Londrina. ‘‘Vamos aguardar a súmula do jogo para tomar conhecimento dos fatos relatados pelo árbitro. Caso venha a ser condenado por este incidente, ele ainda poderá recorrer da decisão’’.
Tanaka admitiu que Renato se tornou um jogador marcado pelo episódio da falsificação de documentos. ‘‘Esta é uma questão que merece uma profunda reflexão por parte de todos nós. Certamente existe um sentimento autopsicológico muito forte dentro do jogador, que acaba afetando seu comportamento em campo. Não ser expulso pelo período de dois anos é algo difícil de ser cumprido, ainda mais sob a provocação do adversário’’.
No início do mês passado, Renato fez a entrega simbólica de 100 cestas básicas ao programa da ‘‘Rua para Escola’’, da Secretaria Municipal da Criança, atendendo determinação do TJD para manter em suspenso o julgamento do processo por falsidade ideológica. O atleta também está prestando serviços à comunidade, dando palestras sobre futebol às crianças das creches municipais.
Ontem, a Folha tentou manter contato com Renato para ouvir sua versão dos fatos ocorridos em Londrina, mas não obteve sucesso.

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