Título é recebido com frieza por alemães
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de novembro de 2001
Lúcio Flávio Moura <br> De Londrina 
Foi uma manhã fria como tantas outras de novembro em Munique, sudeste da Alemanha. Nem parecia que um clube de futebol da cidade estava decidindo o título mundial interclubes.
A metrópole seguia seu ritmo normal. Os termômetros marcavam 3 graus centígrados, impedindo concentrações de torcedores em praças públicas. Apenas os bares com telões lotaram dos chamados torcedores profissionais. As comemorações após o gol do zagueiro Kuffour foi discreta perto da festa ocorrida após o título da Liga dos Campeões da Europa sobre o Real Madrid, em maio. A descrição acima é da dona de casa Cintia Ontiveros de Souza, 29 anos, esposa de Élber, feita por telefone à reportagem da Folha. A mãe de Camila, 5 anos, e Vítor, de 2, estranhou a frieza dos alemães, mas não escondia a euforia e o orgulho de ser íntima de um dos protagonistas do jogo em Tóquio. ''Ele ainda não telefonou. Deve estar na festa da Toyota. Mas, ele merece. Foi algo muito especial para ele'', disse Cintia.
''Na noite anterior ao jogo, ele disse que quase todos os jogadores não conseguiram dormir. Estavam muito cansados e sofriam com o fuso horário'', conta. ''O Élber não estava 100%. O joelho direito ainda está com um pouco de líquido, mas ele praticamente obrigou o médico a não vetá-lo''.


