Título de artilheiro motiva atacantes
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Fernando Tupan Marcos Freitas 
A magia do futebol só se completa com o gol. Sem atacantes, a graça do esporte inexistiria. Não haveriam artilheiros para serem amados, ou odiados, enviando suas mensagens através de coreografias e dizeres em camisetas. Marcar gols pode ser um dom divino ou um pacto com a sorte. Uma coisa todos sabem: camisa nove que não faz gols acaba esquecido.
Para o artilheiro revelação do campeonato, o centroavante Flávio, do Malutrom, que marcou oito gols, não existem muitos segredos para encontrar o caminho das redes. Você precisa estar sempre no lugar certo, na hora certa e achar a brecha entre o goleiro e o gol, diz ele. O atacante sabe que, se não recebesse auxílio de seus companheiros, não teria superado os tempos difíceis no Paraná Clube. Fui bicampeão paranaense pelo Paraná, em 96 e 97. Tive uma contusão, fiquei seis meses no estaleiro e voltei com uma fome danada de gols. Agradeço a todos que apostaram na minha recuperação, principalmente o Mauro Madureira e o Ivair.
Albari RosaSegundo planoWashington, do Paraná: O que eu quero realmente é o títuloO atacante Kléber, do Atlético, que jogou apenas três partidas no Paranaense, é o artilheiro da equipe com cinco gols. Ele tem seus segredos, mas não faz questão de esconder. É preciso faro para se fazer gols, ter uma boa colocação, contar com a ajuda da sorte e pensar que Deus está do nosso lado.
Lucas, ao contrário, não pensa muito na artilharia, já que tem apenas três gols na competição. Quero ser campeão. Atualmente estou muito longe da briga. Com relação aos segredos dos gols, ele é curto e grosso. Primeiro não se pode ser fominha. O gol é uma consequência do conjunto da equipe.
Com apenas 18 anos, Ilan, do Paraná Clube, não esconde o seu dom e faz questão de contar: Você sempre precisa pedir a bola e tentar. Você pode perder uma, duas, três, mas uma hora você acerta. Ilan acredita que com cinco gols ainda está no páreo para brigar pela artilharia, mesmo que entre somente no segundo tempo dos jogos.
Washington, do Paraná, revela que recebeu uma benção de Deus. Ele me deu esse dom desde quando eu era pequeno. Venho fazendo gols, fiz três em três partidas, e vou continuar tentando. Mas isso não é importante. O que eu realmente quero é conquistar o título. Artilharia é apenas uma consequência.
Para Sinval, do Coritiba, para ser artilheiro é preciso nascer para a coisa. Centroavante tem fases, precisa contar com a sorte e ficar cheiroso para o gol. Se você tiver fedido, você tá ralado, vem a má fase e pára de marcar. Quando isso acontece, você precisa dormir com a bola, falar com ela, para entrar novamente em lua de mel.
Ídolo do Coritiba desde 97, Cléber, apesar de não ser um centroavante de ofício, vem mostrando que sabe muito bem marcar gols. Tenho seis gols no campeonato e não joguei quatro partidas. Se tivesse jogado teria uns dez. O dom para ser artilheiro o persegue desde das categorias de base; por isso Cléber ainda busca seu objetivo todos os anos. Eu sempre acreditei que poderia marcar gols. Treino muito, busco a melhor colocação e tenho um time que me ajuda.


