Dezoito caminhões entre Scanias, Volvos, Mercedes e Volkswagen, disputam hoje no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, região metropolitana, a sexta e última etapa do 1º Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. A largada acontece às 11h30 e a competição terá duas baterais. Ganha a prova quem fizer a melhor média de tempo nas duas baterias.
A princípio, o título do campeonato está entre os pilotos Renato Martins Vieira, paulista de 39 anos, e Sérgio Drugovich, paranaense de 46 anos. O paulista tem 74 pontos, com 68 do paranaense. ‘‘Vai ser um boa corrida, principalmente, se ele não quebrar’’, cutuca Vieira. ‘‘Fui mais constante no campeonato e desta vez não vou parar’’, responde Drugovich.
Os dois correm com um caminhão Scania e segundo os outros pilotos ‘‘eles são os melhores da categoria no momento’’. E a explicação parece ser lógica. Tanto Vieira, como Drugovich, ‘‘mexem e cuidam de todos os detalhes de seus caminhões’’, atestou o piloto Wagner França, 40 anos, que começou a competir neste ano.
‘‘Participei de algumas provas de apresentação no ano passado, e tomei gosto pela coisa’’, disse Wagner França, companheiro de equipe e sócio de Vieira em uma empresa de peças para caminhões Scania, em São Paulo. Wagner França, com 20 pontos, está na quarta posição geral do campeonato, mas de olho e pronto para buscar a terceira colocação. Viginiado Fizzio está com 23 pontos e outros dois pilotos - Tiago Grisson, com 14 pontos, e Oswaldo Drugovich, com 13.
E essa briga tem um explicação. Os três primeiro colocados no campeonato poderão ser convidados a disputar provas na Europa e Estados Unidos, onde a Fórmula Truck já tem vários anos de competição. Mas para Renato Martins Vieira essa possibilidade já está descarta de seus planos.
‘‘Posso até incentivar e participar da equipe que for correr lá fora. Mas não tenho essa pretensão. Eles exigem muito dos pilotos brasileiros. Somos bons de braço mesmo, tá comprovado pelos grande pilotos que temos e que já foram campeões mundiais. Mas acho que só vou participar da equipe na próxima temporada’’, anunciou Vieira, que tem outros quatro caminhões disputando o brasileiro de Fórmula Truck.
‘‘Os custos são altos. E o retorno ainda não é o esperado, apesar de estarmos começando a competir oficialmente. Vamos ver’’, completou o piloto. Em São Paulo, na última prova disputada em Interlagos, cada piloto e a equipe desembolsaram em média R$ 50 mil. Para a prova de hoje, no Autódromo Internacional de Curitiba, os custos giram em torno dos R$ 25 mil para cada participante.

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