Tite vê título merecido e agora almeja seleção
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segunda-feira, 05 de dezembro de 2011
Agência Estado 
São Paulo - São vários os candidatos a herói do Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro. O goleiro que fez milagres, os zagueiros que formaram a melhor defesa da competição, os meias e suas assistências precisas ou os atacantes e seus gols decisivos. Mas hoje, certamente, não há um corintiano que não esteja reverenciando ou mandando um ''muito obrigado'' ao técnico Tite.
Adenor Leonardo Bacchi, gaúcho de Caxias do Sul, aos 50 anos, enfim pôde dar uma volta olímpica com um time do eixo Rio-São Paulo, para ele, importante na carreira de um treinador que quer ser top do País. ''Tenho de fazer um agradecimento à minha família, minha esposa Rose, que há 20 e tantos anos atrás sofreu comigo a perda de um título em dois minutos, passou o tempo e agora está comemorando''.
O técnico fez uma retrospectiva sem modéstia. ''Foi um título merecido. O campeonato construído em 38 jogos, as construções de 21 vitórias, premiação de quem sempre buscou vencer, teve melhor saldo, menos sofreu gols, se traduz dessa forma.''
Missão cumprida desse amante de uma boa leitura, homem educado, que mede as palavras e procura não desrespeitar ninguém - mesmo quando é ofendido -, considerado um dominador de táticas e paizão ao jamais deixar de motivar até mesmo seu terceiro ou quarto reserva. Agora, porém, ele tem sonhos maiores. ''Quero chegar na seleção brasileira. Não é obsessão, quero que seja por merecimento, quero passar no Rio e as pessoas falarem que tenho condição, que sou bom profissional. Penso em ter reconhecimento não só no Rio Grande do Sul'', endossa.
Alívio do chefe
Tite é apontado como um dos grandes responsáveis pela conquista do Corinthians, um time sem estrelas do quilate de Neymar, Ganso, Ronaldinho, Montillo, Deco, que trocou o futebol vistoso e as goleadas pela filosofia de equilíbrio e regularidade.
O técnico, enfim, superou as frustrações no clube. Foram quase 365 dias de angústia para apagar da memória a decepção de não erguer a taça no ano passado, de ser surpreendido com o Tolima na fase preliminar da Libertadores e de não reverter o favoritismo do Santos no Estadual.
Neste domingo, ele soltou a voz, gritou o ''é campeão'' com a torcida e, certamente, ganhará um pouco mais de respeito no meio. ''No futebol há uma cultura que tem de ganhar para ser bom. É um título importante, tal quanto a Sul-americana com o Inter ou a Copa do Brasil com o Grêmio, mas no eixo Rio-São Paulo é diferente. Passei minha primeira temporada aqui com início, meio e fim'', disse.


