São Paulo - A reta final do Campeonato Brasileiro será uma espécie de Copa do Mundo para o Corinthians. Tite encara os últimos 10 jogos como se fosse uma competição à parte, de tiro curto. A esperança do treinador é a de que a performance seja muito melhor que os resultados alcançados nos 36 jogos que fez até agora 14 vitórias, 12 empates e 10 derrotas. A saída foi mudar a logística de trabalho, reprogramar a prioridade.
''A primeira etapa do nosso trabalho foi acertar a marcação porque a situação exigia'', explicou Tite. ''Tínhamos de fugir da ameaça do rebaixamento. Agora é diferente. O que todo corintiano quer é ficar entre os quatro primeiros e voltar à Libertadores. Vamos ter de investir bem mais no ataque.''
O desafio é tornar o ataque eficiente. A média de gols do Corinthians é extremamente baixa: 1 por jogo. Para mudar o quadro, Tite admite até mudar o esquema já a partir do jogo contra o Paraná, domingo, às 18 horas, em Curitiba. ''Vou tentar de tudo. Se for preciso, jogo com três atacantes, com dois meias, posso até mudar o esquema tático'', avisou o treinador.
Sem uma resposta positiva do ataque, será praticamente impossível somar de 20 a 24 pontos nos 30 que ainda estão em jogo na competição. Além disso, outro fato matemático conspira contra as aspirações de Tite: todos os adversários que brigam diretamente com o Corinthians por uma vaga na Libertadores têm números melhores.
Na prática, torcer por tropeços de seus concorrentes será fundamental, coisa que Tite se nega a fazer. ''Não torço contra ninguém porque entendo que nós temos de fazer a nossa parte'', afirmou o técnico.
As experiências com o ataque deveriam ter começado ontem. Mas ficaram comprometidas com alguns imprevistos: Alessandro acusou uma contratura no músculo adutor da coxa e está fora do jogo de domingo. E Jô sentiu um malestar no treino. Foi substituído por Marcelo Ramos.

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