Tite quer time guerreiro e criativo
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sábado, 08 de julho de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Dar a volta por cima e sair urgentemente da zona de rebaixamento. Essa é a missão do Palmeiras na retomada do Campeonato Brasileiro, a partir de quinta-feira, quando recebe o Vasco, no Palestra Itália. O desempenho do Verdão nas dez primeiras rodadas é coisa do passado. Ninguém não gosta nem de lembrar do fiasco alviverde, com uma vitória, um empate e oito derrotas. Uma campanha que só não ficou atrás da do Santa Cruz.
O recesso da Copa do Mundo chegou no momento ideal. Em um mês, a comissão técnica conseguiu dar a folga que os jogadores tanto precisavam e ainda recuperou a parte física, que andava bastante defasada em relação aos concorrentes. ''O torcedor pode esperar um time forte, aguerrido, em busca da posse da bola o tempo todo, e que não vai desistir nunca'', prometeu o preparador físico Fábio Mahseredjian.
E para tirar o Verdão do desespero, a diretoria tratou de colocar a mão no bolso. Depois de acertar as contratações dos inexpressivos Marcelo Costa, do Nacional, de Portugal, e de Rosembrick, do Santa Cruz, o diretor de futebol Salvador Hugo Palaia deu um presente de peso ao técnico Tite: o meia chileno Jorge Valdivia, de 22 anos, que chegou do Colo Colo por US$ 4 milhões. ''Se o contrataram é porque tem qualidade para jogar no Palmeiras. Agora teremos jogadores que podem entrar e manter o nível dos que estavam'', destacou o meia Juninho, que foi um dos mais privilegiados com a parada do campeonato para o Mundial.
Não parou por aí. O zagueiro Dininho, que estava no Sanfrecce Hiroshima, do Japão, foi repatriado e ficará no Palestra Itália por três anos. Além desses, ainda existe a possibilidade de contratação do atacante Marcelinho Paraíba, do Hertha Berlim, da Alemanha.
Dentro de campo, o técnico Tite também fez uma revolução. Se o torcedor já reclamava do ''ferrolho verde'', com três zagueiros e dois volantes, agora terá de se acostumar com apenas um atacante de ofício na equipe. Segundo o treinador, o Palmeiras jogará nos moldes da seleção brasileira da Copa do Mundo de 2002, comandada por Luiz Felipe Scolari: no 3-6-1. ''Com o Felipão, 60% da minha função era marcar e 40% de liberdade para atacar. Agora, com o Tite, esse papel se inverte. E eu prefiro muito mais jogar assim'', garantiu Juninho.
Enquanto os reforços que vieram do Exterior não tiverem condições de jogar a CBF permitirá a inscrição a partir do início de agosto , o Palmeiras jogará com: Marcos, Daniel, Nen e Alceu; Paulo Baier, Francis, Wendel, Juninho, Edmundo e Michael; e Enílton.


