Tite quer contrato de dois anos com Corinthians
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O técnico Tite atravessa a fase de maior insegurança na carreira. Até o início da noite de ontem, o treinador ainda não havia dado a palavra final de que ficaria ou não no Corinthians, tudo por receio do que será seu futuro em 2005. ''Está com medo, inseguro e não sabe o que fazer'', disse um amigo.
Caberia hoje ao diretor de Futebol do Corinthians, Paulo Angioni, ter a conversa definitiva com o técnico. No início da noite, reclamou que não conseguia entrar em contato com Tite, que passa férias em Florianópolis. ''Ele não é um bom usuário de celular, não consigo falar com ele'', disse o pressionado (pela MSI) dirigente. ''Seu assessor me disse que ele ligaria mais tarde'', esperava.
Fonte confiável garante que, na reunião de segunda-feira com a MSI, Tite disse ao diretor de Futebol que transferiria a ele a decisão de sua permanência. ''Você acha que eu devo ficar?'', teria perguntado. O dirigente não aceitou tal delegação de poder. ''Você que tem de definir. Seguro nem eu estou, mas você tem de saber se vale a pena'', teria dito. Angioni desmente tal diálogo. ''O problema não é a insegurança, se ele não quisesse, você acha que teria vindo aqui conversar com todo mundo?'', questiona.
Para renovar, o técnico Tite espera um contrato de dois anos com o Corinthians. Os valores discutidos não foram divulgados, mas, segundo Gilmar Veloz, empresário do treinador, o Corinthians ofereceu um contrato de três anos. ''Pelo que o Angioni me falou, eles pensam em algo a longo prazo, até três anos de contrato. Nós achamos que dois anos é o ideal, no futebol tudo depende de resultados...'', afirmou Veloz, que ontem viajou de Montevidéu para Punta del Leste, no Uruguai. Mais uma vez, Veloz insistiu que não há nada certo com o Corinthians.
A assessoria da MSI informou que o Corinthians recebeu os US$ 2 milhões do fundo de investimentos que estavam bloqueados no Banco Central. O clube também oficializou a contratação de Marcelo Mattos, do São Caetano.


