São Paulo - O Corinthians vai testar, neste domingo, contra o Santos a sua 24. formação em 24 rodadas do Campeonato Brasileiro. Contusões, suspensões e opções táticas fizeram com que o técnico Tite não repetisse a mesma equipe em duas rodadas consecutivas. Em relação ao time que perdeu para o Fluminense, no Rio de Janeiro, haverá pelo menos duas alterações para o clássico: Alessandro retornará à lateral direita e Emerson, ao ataque.
Esse entra e sai de jogadores da equipe marca a campanha do Corinthians desde o início do campeonato e até mesmo durante a melhor fase do time, quando venceu nove de seus dez primeiros jogos. Coincidência ou não, o time passou a ser ainda mais instável quando as mudanças passaram a ser em um ritmo maior, a partir da derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, na 11. rodada.
Além da perda da invencibilidade, esse jogo marcou o início da oscilação do time, apesar de continuar na liderança do campeonato há 20 rodadas. De uma tacada só, Tite chegou a perder seus dois laterais-esquerdos (Fábio Santos e Ramon), o direito (Alessandro), o goleiro titular (Júlio César) e seu principal atacante (Liedson).
''No início, a falta de entrosamento atrapalhou um pouco a gente, mas nosso elenco é forte e agora todos se conhecem melhor'', disse o zagueiro Leandro Castán, que atua pela esquerda e já jogou ao lado de Fábio Santos, Ramon e Welder. A defesa, embora ainda seja a melhor do campeonato, passou a tomar mais gols. E passou a ser mais criticada. Não só a defesa, como também o trabalho do técnico Tite, que ficou com o cargo ameaçado com a sequência de resultados ruins.
Por outro lado, os defensores do trabalho do treinador, entre eles o presidente Andrés Sanchez, usavam os desfalques da equipe como justificativa para segurar Tite no comando. Alguns diziam que era até uma surpresa o fato de o time se manter em primeiro com tantos problemas.
Além de contusões e suspensões, alguns jogadores estavam em má fase técnica, caso de Jorge Henrique e Willian, que acabaram saindo do time e promovendo ainda mais a troca de peças na equipe. ''A troca de jogadores influenciou, mas nosso grupo é homogêneo'', disse Ramon, que ainda aposta suas fichas no título mesmo com um torneio equilibrado como o Brasileirão. ''Não vou dizer que já somos campeões, mas temos tudo para sermos. Temos um bom grupo, trabalhamos e acreditamos que podemos ganhar o Brasileiro''.

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