Tite lamenta rendimento e diz que seleção ‘jogou e competiu menos do que pode’
Seleção fez mais uma partida sofrível no empate diante de Senegal em 1 a 1
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Seleção fez mais uma partida sofrível no empate diante de Senegal em 1 a 1
Agência Estado 

Cingapura - Depois de amargar o terceiro jogo seguido sem vitória à frente da seleção brasileira, que nesta quinta-feira empatou por 1 a 1 com o Senegal, em Cingapura, o técnico Tite lamentou o desempenho do time nacional em campo e também deixou claro que esperava a equipe mais competitiva em campo.
Uma boa atuação neste duelo se tornou importante depois dos dois confrontos que o Brasil fez nos Estados Unidos após a conquista do título da Copa América. Em solo norte-americano, primeiro empatou por 2 a 2 com a Colômbia, em Miami, e na sequência decepcionou a ser derrotado pelo Peru por 1 a 0, em Los Angeles
“A seleção foi abaixo do que poderia produzir. Jogou menos do que pode e competiu menos do que pode. Não foi um bom jogo nosso”, reconheceu o comandante, em entrevista coletiva no Estádio Nacional de Cingapura, onde o treinador viu a sua equipe ter um desempenho decepcionante e sem a qualidade técnica esperada.
“Esteve abaixo do seu padrão técnico, do seu normal competitivo. No segundo tempo foi melhor e conseguiu trazer nossa ideia mais de bola, de troca de passes, circulação. E depois da (jogadas em) profundidade, num plano avançado. Aí ela conseguiu. Mas esteve abaixo, sim”, admitiu.
Tite também procurou valorizar a importância de poder voltar a encarar um rival africano, neste domingo, contra a Nigéria, às 9 horas (de Brasília), novamente em Cingapura, ao lembrar que o Brasil já havia sofrido para superar Camarões em amistoso realizado em novembro do ano passado, quando venceu por 1 a 0.
“Da minha passagem aqui é a segunda vez que a gente joga contra a escola africana. E é a segunda vez que a gente tem dificuldade São equipes que procuram contato, trazem compactação, bola aérea forte. E a gente está ainda encontrando uma melhor forma de jogar contra as seleções africanas”, afirmou.
E Tite aproveitou para dar um recado aos seus comandados ao dizer que espera ver o Brasil encarando os nigerianos com o mesmo empenho que foi mostrado pelos senegaleses nesta quinta-feira. “Você tem de elevar esse patamar (de nível competitivo). Para a seleção africana o amistoso tem uma importância e para nós precisa ter também”, avisou.

Ao analisar individualmente a atuação da seleção, o treinador apontou que o volante Arthur, do Barcelona, ficou “abaixo do seu padrão normal”, principalmente na questão física, e por isso acabou sendo sacado para a entrada do jovem gremista Matheus Henrique.
Outro jovem que entrou na equipe durante a partida foi o lateral Renan Lodi, colocado no lugar de Alex Sandro. Everton, que substituiu Firmino, e Richarlison, que foi a campo após o treinador sacar Coutinho, foram as outras modificações promovidas pelo comandante ao longo do confronto na Ásia.
Tite, entretanto, evitou criticar a atuação apagada de Neymar no duelo em que o astro completou a sua 100ª partida com a camisa da seleção brasileira. Ele ponderou que o jogador ainda está se adaptando ao novo esquema tático da seleção.
“Ele (Neymar) está retomando seu padrão normal, agora estamos também buscando nova função num 4-4-2”, disse o treinador, que reconheceu que a seleção precisa voltar a vencer a partir deste domingo. “A gente pode render melhor e a gente tem de render melhor”, completou.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 1 x 1 SENEGAL
BRASIL - Ederson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro (Renan Lodi); Casemiro, Arthur (Matheus Henrique) e Philippe Coutinho (Richarlison); Gabriel Jesus, Roberto Firmino (Everton Cebolinha) e Neymar. Técnico: Tite.
SENEGAL - Gomis; Gassama, Koulibaly, Sane e Coly; Kouyaté (Sidy Sarr, depois Thioub), Gueye (Ndiaye) e Diatta; Mané, Ismaila Sarr e Diédhiou (Diallo). Técnico: Aliou Cissé.
GOLS - Roberto Firmino, aos nove, Diédhiou, aos 45 minutos do primeiro tempo.
ÁRBITRO - Muhammad Taqi Aliaffari (Fifa/Cingapura).
CARTÕES AMARELOS - Marquinhos, Kouyaté, Koulibaly e Alex Sandro.
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 20.621 espectadores.


