Tite faz um desabafo e pede calma
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Agência Estado 
São Paulo - Tite se mostra bem seguro no comando do Corinthians e garante que não se importa muito com as críticas de parte da torcida - e de dentro do próprio clube - ao seu trabalho. Não caí aqui de paraquedas, conheço muito bem a pressão que é o Corinthians. Sei o que estou fazendo, avisou o treinador, em entrevista coletiva ontem.
O treinador disse que estava falando ao torcedor, pedindo tranquilidade e um voto confiança. Foi como se ele tivesse a certeza de que a equipe vai vencer o clássico contra o Palmeiras, domingo, e ratificar o título simbólico do primeiro turno do Brasileirão.
Apesar dos tropeços e da queda de produção do time, nem a liderança do Campeonato Brasileiro dá um alento ao treinador. Tem-se a impressão de que ele está sempre na corda bamba. Talvez, por isso, tenha dado uma entrevista até em tom de desabafo.
Sou o mesmo técnico que pegou o time duas vezes, uma em 2004, com o time à beira do abismo, e no ano passado, que cheguei aqui com uma sequência de sete jogos sem vitória, lembrou Tite, tentando mostrar que conhece bem o Corinthians.
Tite considera injusta a comparação que se faz com o momento atual com aquele vivido pelo técnico Adílson Batista no Brasileirão do ano passado, quando o Corinthians caiu muito de produção e perdeu espaço na luta pelo título. Mas até entende que o torcedor tenha o direito de imaginar que a equipe deixou escapar o título ano passado e que vá perdê-lo novamente. E isso motivaria a desconfiança sobre seu trabalho.
O Corinthians fica olhando no passado. Quando cheguei aqui, o Ronaldo me disse: Estamos sem confiança. Eu disse: Vamos corrigir com calma. Não se pode ter o fantasma do ano passado. Vim aqui para apagar aquele incêndio e sei como devo fazer agora, porque ajudei a construir essa equipe, explicou o treinador.
Ao lado de Tite está o presidente do clube, Andrés Sanchez, que bancou o treinador por duas vezes neste ano: na eliminação na fase preliminar da Libertadores, diante do Tolima, em fevereiro, e após a perda do título paulista contra o Santos.
Os dirigentes que, de fato, decidem no Parque São Jorge estão com Tite: Andrés Sanchez e os diretores de futebol Roberto de Andrade e Duílio Monteiro Alves. Mas há os insatisfeitos, que estão no segundo escalão da direção e alimentam uma troca de treinador.


