Tite espera por convite da CBF
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Daniel Batista<br>Agência Estado 
São Paulo - Após recusar uma proposta há cerca de dois meses, o técnico Tite parece disposto a não deixar o sonho de assumir a seleção brasileira escapar mais uma vez. Ele está propenso a aceitar um convite desde que a CBF acate as suas exigências, que inclui levar consigo seus homens de confiança. São eles: Edu Gaspar, Cleber Xavier e Fábio Mahseredjian - gerente de futebol, auxiliar técnico e preparador físico, respectivamente, do Corinthians. O preparador, inclusive, já faz parte da comissão técnica da seleção com Dunga.
Edu chegaria para ser o coordenador de seleções, cargo que atualmente é ocupado por Gilmar Rinaldi. Tite tem por hábito gostar de ter um bom relacionamento com os dirigentes do local onde trabalha e se tornou muito próximo do gerente corintiano, por isso faz questão de trabalhar com ele na seleção.
O treinador já disse algumas vezes que sonha um dia dirigir a seleção brasileira, mas "com respeito aos profissionais". Além de contar com pessoas de sua confiança em volta, Tite também se recusa a conversar com a CBF enquanto Dunga for o treinador. "Ele é muito ético e não quer ficar marcado como alguém que puxou o tapete do Dunga", disse um amigo do comandante corintiano.
Outro ponto importante para o treinador é que ele não gostaria de assumir o comando da equipe na Olimpíada. Tite também precisa se acertar com a diretoria do Corinthians. Ele tem contrato até dezembro do ano que vem e os dirigentes já sabem que ele está disposto a aceitar assumir a seleção brasileira, mas querem evitar que ele leve parte da diretoria e também da comissão técnica. Uma das ideias seria que Edu Gaspar permanecesse por mais um tempo no clube e iria depois trabalhar na CBF.
A seleção brasileira principal volta a campo no dia 2 de setembro para enfrentar fora de casa o Equador, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.
Algo que poderia ser um problema, não incomoda mais tanto Tite como antes. Ele é muito amigo de Andrés Sanches, que é desafeto de Marco Polo Del Nero. Pessoas ligadas ao treinador asseguram que ele não se incomoda tanto com o assunto como antes.


