São Paulo - Vice-líder do Campeonato Brasileiro, um ponto acima do Fluminense e um ponto abaixo do Cruzeiro, o Corinthians do técnico Tite prefere não engrossar os rumores que já tomaram conta da capital paulista, onde torcedores de São Paulo e Palmeiras chegam a dizer preferir que seus times ''entreguem'' o jogo para os concorrentes diretos do time alvinegro, na reta final do torneio, para impedir o título do rival.
''Acredito na grandeza das pessoas e na grandeza dos clubes. Cada um faz o seu trabalho e estou muito tranquilo com relação a isso. Quero julgar o meu trabalho, a minha escalação'', repetiu o treinador, ontem, no Parque São Jorge.
Ao longo das próximas quatro rodadas, Fluminense e Cruzeiro ainda vão ter de enfrentar São Paulo e Palmeiras.
Questionado sobre a importância da partida de sábado, contra o Cruzeiro, concorrente direto na luta pela taça, Tite declarou: ''Quem perder não sei se dá adeus, mas que (o vencedor) dá um grande passo para a conquista do título, isso sem dúvida''.
Ele, que indiciou haver ''alguma possibilidade'' para o retorno do atacante Jorge Henrique, ainda se recuperando de contusão, completou: ''A gente tem jogos com um caráter decisivo até maior que o Cruzeiro. Por outro lado, sabe que saldo de gols superior e isso é igual a ter um ponto a mais. Mas acredito que a disputa ficará até a última rodada''.
Estádio
Escolhido para receber a abertura da Copa do Mundo de 2014, o Corinthians segue cercado de indefinições sobre seu futuro estádio em Itaquera. Ainda em busca de informações sobre o potencial do espaço, com um orçamento em constante mudança e um projeto a concluir, o clube quer passar o máximo de custos à Fifa.
''A Fifa não vai pôr dinheiro no estádio. A gente quer que a Fifa banque o que for fora do estádio. Quanto mais jogar para fora e em cima dela (Fifa) melhor'', disse Luís Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians.
A questão gira em torno da proibição da Fifa em investir em estádios. Se não pode ajudar a erguer os locais, a entidade que rege o futebol mundial pode bancar estruturas na área externa, que sirvam de suporte à instalação.
A estrutura para as transmissões de TV, por exemplo, poderia ser deslocada para fora do estádio para que possa ser custeada pela Fifa. Isso implica, no entanto, alterações no projeto inicial, que previa um estádio para 48 mil lugares.
A planta a ser executada pela construtora Odebrecht ainda não foi definida e avaliada pelo Comitê Organizador Local. Além do desenho do estádio, a projeção dos lucros e o preço final da obra são misteriosos.

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