São Paulo - Tite já acertou salários e tempo de contrato com o Corinthians e está muito perto de voltar ao clube. Apenas detalhes impedem o anúncio oficial. O que ainda se discute são valores de premiação em caso de conquista de títulos e cláusula de rescisão. Isso será resolvido até este fim de semana e as partes certamente chegarão a um acordo. Segundo pessoas envolvidas na negociação, Tite já disse "sim" ao Corinthians e está empolgado para voltar a trabalhar no clube. Só uma reviravolta na negociação impedirá o acerto.
A confirmação de Tite como o novo técnico deverá ser feita na próxima segunda-feira, após a assinatura do contrato. O gaúcho vai receber cerca de R$ 700 mil por mês, mais do que Mano Menezes (R$ 640 mil).
O discurso da diretoria de que era necessário reduzir o salário do treinador se mostrou vazio. Isso funcionou como uma justificativa para não renovar o contrato de Mano Menezes. A diretoria sabia que teria de gastar mais para contratar o técnico que venceu os principais títulos da história do clube - a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes da Fifa, em 2012. Além disso, havia a concorrência do Internacional, que sondou Tite, o meia Paulinho e o atacante peruano Guerrero.
Os últimos detalhes do contrato de Tite estão sendo discutidos com o empresário Gilmar Veloz, que abriu negociação com o Corinthians logo após o fim do Campeonato Brasileiro. O documento terá validade de um ano, tempo que virou uma espécie de padrão no clube.
No novo contrato, haverá cláusulas de premiação para cada título conquistado, o que poderá aumentar ainda mais os rendimentos do treinador. Segundo a reportagem apurou, serão premiações milionárias, principalmente se o técnico levar o time alvinegro novamente ao título da Libertadores.
Tite participou nesta quinta de um seminário sobre treinamento de excelência no Rio, mas ele ainda não fala oficialmente como novo treinador do Corinthians. Ele sequer quis revelar qual será seu futuro. "Não adianta eu falar. É uma coisa que os clubes têm e estão desenvolvendo o processo. Peguei a bola e passei para os clubes", disse. "Mas a volta (ao trabalho) é certa, sim. Agora é campo. É hora de voltar ao campo".

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