Rio - A decisão dos auditores do STJD não convenceu o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, que segue defendendo a tese de que o quarto árbitro só intercedeu junto ao árbitro principal para anular o gol depois de ter sido avisado pelo delegado da partida.
"Para nós, continua claro de que houve interferência externa naquele gol", comentou o presidente do Palmeiras, na saída do julgamento. O dirigente disse que o processo era complicado e ficou ainda mais difícil depois do voto do relator Ronaldo Botelho, que rejeitou o recurso. "Sabíamos que o julgamento seria muito difícil, que era uma batalha muito difícil. Pela leitura do relatório e o pronunciamento do procurador (Paulo Schmitt), eu vi que ia ser complicado".
Inicialmente, o presidente alviverde afirmou que não desistiria da ação: "Vou me reunir com meus advogados, vamos continuar brigando". Depois, foi perguntado se entraria na Justiça comum, uma vez que o Pleno do STJD, que julgou o recurso nesta quinta, é a última instância desportiva. A resposta foi objetiva e contraditória à primeira: "Não".
O dirigente voltou a mostrar otimismo quanto à permanência do Palmeiras na primeira divisão do futebol brasileiro: "Vamos focar agora em ganhar nossas partidas. O Palmeiras acredita no seu potencial para vencer as quatro partidas e conta com a matemática do Brasileirão para se livrar", disse ele. Perguntado se acredita em milagre, respondeu: "Milagre, por que milagre? O Palmeiras não está morto", garantiu. "O importante é não perder a fé", completou. (S.B./A.E.)

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