São Paulo - O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, tem um fim de mandato triste e até certo ponto vergonhoso. O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) decidiu intervir no comando do clube e decidiu que o presidente terá de consultá-lo para fazer qualquer coisa até o fim de sua gestão, agora em janeiro, incluindo a contratação de reforços.
A gota d'água para a decisão foi o excesso de empréstimos que Tirone pegou. Em menos de dois meses, foram R$ 53 milhões, sendo R$ 16 milhões do banco BMG (um empréstimo de R$ 6 milhões em 5 de dezembro e outro de R$ 10 milhões cinco dias depois) e mais R$ 6 milhões do Bradesco, obtidos em novembro. Somando todos os juros, o valor sobe para R$ 75 milhões.
Esse dinheiro foi usado para, dentre outros fins, o pagamento de salários e 13º de jogadores e demais funcionários do clube. Só desses três empréstimos, o Palmeiras vai pagar R$ 2 milhões mensais nos próximos 12 meses.
Em reunião ocorrida na noite da última terça-feira, representantes do COF lembraram Tirone que ele foi advertido diversas vezes sobre o excesso de gastos, mas não mudou a postura.
Para tentar amenizar sua reputação, Tirone disse na reunião que deu um aumento salarial e renovou o contrato do atacante argentino Barcos em novembro, garantindo a permanência do ídolo.

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