Tirone critica pressão e pede apoio
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Das Agências 
São Paulo - Depois de reforçar a segurança do Palmeiras, no Recife, o presidente Arnaldo Tirone criticou a pressão de parte da torcida nesta segunda-feira e pediu maior apoio ao time, ameaçado de rebaixamento, nesta reta final do Brasileirão.
"O time precisa ser empurrado. Se o carro está na subida, o motor não é potente e você não sabe pilotar, não vai subir. O Palmeiras precisa ser apoiado, ninguém quer perder, estamos sofrendo um problema pessoal, todos estão jogando pela carreira", afirmou o dirigente, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Tirone se mostrou preocupado com a atitude de alguns torcedores que entraram na concentração do time e hotel no Recife e fizeram cobranças diretamente ao técnico Gilson Kleina e ao gerente futebol César Sampaio. "Precisamos fazer um apelo à torcida, esse tipo de revolta não vai construir nada", ressaltou o presidente.
"Temos condições mate-máticas, mas revólver na cabeça não vai funcionar. Precisamos de tranquilidade e apoio. Sei que a torcida está chateada, se sacrifica, vai de ônibus. Fizemos partidas ruins contra o São Paulo e Coritiba, mas temos oito jogos pela frente. Depende de nós, de ter serenidade, responsabilidade e garra para seguir em frente", pregou Tirone.
O presidente destacou ainda o empenho do time na derrota por 1 a 0 para o Náutico, no domingo. "Time não foi jogar contra o Náutico para perder, poderíamos ter vencido por 3 a 1. A bola não entrou. O time correu, se entregou e faltou sorte. Nós conquistamos um título (Copa do Brasil), que já foi esquecido. Somos um clube de 100 anos, que já passou por outros problemas. Não peço apoio a mim, mas ao time".
Por fim, Tirone se defendeu das críticas por não ter acompanhado a delegação palmeirense na viagem até Recife. "Eu, às vezes, saio antes para não dar trabalho à segurança, sei que a torcida está revoltada. No jogo contra o Náutico eu não fui, pois o (vice de futebol) Roberto Frizzo já ia. Para que dar trabalho à segurança?", declarou.
Bahia
O Palmeiras volta a campo amanhã contra o Bahia, em Salvador. O técnico Gilson Kleina contará com o retorno dos zagueiros Maurício Ramos e Henrique, mas continuará sem Marcos Assunção, Correa e Maikon Leite, machucados, além de Thiago Heleno e Juninho, que estão suspensos.
Outro que deveria voltar é Daniel Carvalho, mas o meia foi vetado pelo técnico, que decidiu mantê-lo em São Paulo para melhorar a forma física.
O meia é um dos atletas mais criticados do elenco pela torcida e diretoria, tem contrato até o final do ano, mas não deve renovar o vínculo. Visivelmente fora de forma, já há algum tempo não tem rendido o esperado. Kleina disse algumas vezes que o considera um dos jogadores mais inteligentes do futebol brasileiro, mas precisa ter a bola no pé. Como o momento não permite tais regalias, já que todos precisam marcar e roubar a bola, Daniel Carvalho a cada dia perde mais espaço, e hoje Tiago Real e Patrick Vieira aparecem à frente do meia, que ainda tem contrato com o Atlético-MG.


