Tiro esportivo conquista para-atletas
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Klaudemir Dias dos Santos e Edison Conrado da Silva são conhecidos no circuito de atletas paraolímpicos de Londrina. Depois de se dedicarem ao atletismo, onde participaram de provas de arremesso de pesos, discos e dardos, agora estão montando uma equipe de tiro esportivo. Pensando em conseguir índice para integrar a equipe brasileira que disputa torneios internacionais, eles vão participar do Campeonato Para-Olímpico Brasileiro de Tiro Esportivo, em Curitiba, amanhã e domingo.
Segundo Silva, o interesse surgiu há pouco mais de um ano, mas o progresso nos treinamentos esbarra na falta de estrutura. Como a prática do tiro livre exige um aparato específico como espaço para treinamento, armas como pistolas e rifles, que custam entre US$ 1,5 mil e US$ 3 mil, respectivamente, o progresso fica comprometido.
Da mesma maneira que entrei no atletismo sem querer, estou começando a fazer tiro livre. É um negócio interes-sante, ressaltou. Há pouco mais de uma semana, os para-atletas conseguiram junto ao 5º Batalhão da Polícia Militar um espaço para treinamentos. Com supervisão do soldado Rangel, que participou de cursos de Sniper (atiradores de elite), em Washington, Estados Unidos, o desempenho é considerado progressivo.
Segundo Rangel, a prática do tiro esportivo tem caráter lúdico e também demanda atividade física e mental como qualquer outra modalidade. Ele completa que a falta de condicionamento físico razoável compromete o rendimento. Como a prática de qualquer esportes, como musculação ou corrida, a falta de condicionamento traz baixo aproveitamento cardio-pulmonar. Esse detalhe é fundamental, pois a falta (de condicionamento) não permite segurar a arma numa posição estática, explica.
Os reflexos da prática de tiro livre são em termos de concentração, que se reflete prioritariamento nos estudos. Ele cita quatro princípios fundamentais básicos como posição do corpo, empunhadura, alinhamento e controle do gatilho, que constituem o beabá do tiro esportivo.
Esses princípios permitem que a coordenação motora seja refinada, melhorada. Já tive alunos que não conseguiam acertar o suporte onde o alvo está montado e depois de alguns dias de treinamento melhoraram até atingir tranquilamente o alvo. Isso é prova do incremento da coordenação motora refinada do praticante, exemplifica.
Mas em meio a inúmeras formas de aprimorar as técnicas de tiro esportivo, Rangel é categórico ao frisar que a melhor técnica de tiro avançado é o básico bem feito. Se houver aplicação fidedigna aos princípios elementares do tiro é possível atirar em qualquer posição, inclusive deitado, ensina.


