Londrina, 17 (AE) - Os jogadores da seleção pré-olimpíca estão demonstrando excesso de timidez em Londrina, talvez ainda sem saber como lidar com o assédio contínuo da imprensa - são 700 jornalistas de todo o mundo credenciados para o evento. Alguns, mais cautelosos, preferem o silêncio quando saem do hotel para caminhar nas imediações. Foi assim hoje com o lateral Mancini. "Tenho ordem para não falar", disse, constrangido.
O técnico Wanderley Luxemburgo afirmou no entanto que ninguém recebeu a determinação de evitar declarações. "Os jogadores têm liberdade." No meio da tarde, os jogadores, após uma nova conversa com o treinador, estavam mais flexíveis e atenciosos. A inexperiência também pode explicar o comportamento do grupo - a maioria nunca participou de competições internacionais. Certos do rigor de Luxemburgo quanto a disciplina, eles parecem pouco a vontade até mesmo quando estão fazendo exercícios físicos em piscina.
Com a expressão contida, quase não brincam com pessoas estranhas. "Isso é natural num grupo que está pensando apenas em ganhar a competição", observou o consultor técnico Candinho. "E já existe bastante amizade entre eles." Algumas medidas foram tomadas para, na avaliação da comissão técnica, preservar os atletas e não desconcentrá-los para os jogos do pré olímpico. No saguão do hotel não são permitidas fotografias para jornais, ao contrário do que acontecia em Foz do Iguaçu, durante a Copa América de 1999.
As entrevistas fora do horário marcado ficam a critério dos jogadores, que praticamente só deixam seus quartos para as refeições, os treinos e algumas horas de lazer no salão de jogos reservado, longe do acesso até de outros hóspedes. Na porta do hotel, policiais militares vigiam o movimento de torcedores - mas eles são poucos ainda e não têm provocado transtorno.

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