Enquanto trocam acusações, os dois times convivem com tempos de penúria financeira e um futuro nebuloso. Na ULB, a direção corre contra o tempo para depositar a tempo os R$ 20 mil referentes à primeira parcela da Liga Nacional de Basquete. No segundo semestre de 2009, outros R$ 20 mil terão que ser pagos. O presidente, José Guilherme Flenick, diz que o valor já foi levantado e que a inscrição será garantida.
  Porém, ele conta com os recursos do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe) para a temporada 2009. ‘‘Se formos prejudicados (por causa da denúncia de falsificação), vamos entrar na justiça por danos morais e materiais. É um absurdo’’, protestou Flenick.
  Ele calcula que o time precisa de uma folha salarial de pelo menos R$ 60 mil para disputar a Liga Nacional. ‘‘O ideal era R$ 100 mil, mas é difícil o empresário londrinense entender que o retorno em marketing que ele terá será muito grande. A Inesul botou R$ 180 mil no ano passado e teve um retorno de mídia de R$ 5,7 milhões, segundo estudo da CBB’’, disse Flenick.
  Já a ADL/Inesul promete brigar pela verba do Feipe também, mesmo que não se enquadre nos requisitos atuais do edital, que incluem, entre outras obrigações, a apresentação do atestado de participação na Liga Nacional, que, por enquanto, somente a ULB teria.
  O impasse fez com que a Inesul cortasse o repasse de dinheiro. Assim, os jogadores não recebem mais salários. ‘‘Nós damos moradia, alimentação, bolsas de estudo e assistência médica, mas salários eles não têm mais’’, confirmou Chanan. (T.M.)

mockup