Dois times com estilo de jogo semelhante, baseado no ‘‘espírito de grupo’’, como define o técnico Hélio Rubens Garcia, começam hoje a decidir o título do Campeonato Nacional Masculino de Basquete. Franca e Vasco fazem o primeiro jogo da série melhor-de-cinco, às 19 horas, no francano ginásio do Pedrocão, com transmissão da Globosat/SporTV (canal a cabo). O segundo jogo está marcado para domingo, no Rio.
A defesa forte e um grupo de jogadores que ‘‘trabalham’’ a bola à espera do melhor momento para arremessar caracterizam os dois times. ‘‘São as duas equipes que, no playoff, mostraram o maior sentido de conjunto’’, resume o armador Helinho, de 24 anos, de Franca. Helinho acha que o confronto de dois técnicos - seu pai, Hélio Rubens, e o porto-riquenho Flor Meléndez, do Vasco - que seguem os mesmos conceitos esquenta ainda mais a decisão.
Para um time que, em agosto de 1998, quando começou a treinar para a temporada, esperava ficar entre os quatro primeiros do Nacional, chegar à decisão foi uma surpresa. ‘‘Esse time iniciou a temporada do ponto zero’’, recorda Hélio Rubens. Franca, atual bicampeã brasileira, perdeu sete jogadores de uma temporada para a outra. ‘‘Tivemos de promover juvenis e reiniciar todo um trabalho em cima de um padrão tático.’’
Para o técnico, a personalidade dos jogadores, que sempre acreditaram e se empenharam nos treinos, e o espírito de grupo foram os fatores que fizeram o time crescer a partir dos playoffs, depois de atuações irregulares na fase de classificação. Helinho, Waltinho, Chuí, Mike e Sandro formam a base de Franca, hoje.
Vasco - Os jogadores do Vasco disputam a primeira partida do playoff contra Franca preocupados com a falta de ritmo de jogo, pois o time está há 11 dias apenas treinando. Como a equipe classificou-se para a final ganhando do Bauru por 3 a 0, teve que esperar o final da outra série, na qual foram necessárias cinco partidas entre Franca e Mackenzie. ‘‘Esta parada pode afetar um pouco o nosso jogo ’’, teme o armador Demétrius. Segundo o jogador, não deveria haver uma diferença de tempo tão grande entre um jogo e outro. ‘‘Nós vamos sentir, principalmente no início da partida’’, ele acredita. O pivô porto-riquenho Vargas concorda com o companheiro: ‘‘Em todo playoff, o primeiro jogo é sempre o mais difícil’’.
Ontem, o técnico comandou um treinamento com bola no Maracanãzinho, onde serão disputadas a segunda e a quinta partida da série final. A defesa foi muito trabalhada e Meléndez deu várias orientações aos seus jogadores. O clima do treino foi ameno, com muitas brincadeiras entre os atletas e a comissão técnica. Depois desta preparação, o treinador conversou com os jogadores por alguns minutos e formou uma corrente, para unir o grupo.

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