São Pau­lo - Os pau­lis­tas que­rem fa­zer me­lhor na se­gun­da edi­ção do No­vo Bas­que­te Bra­sil (NBB), o tor­neio rea­li­za­do pe­la Li­ga Na­cio­nal de Bas­que­te (LNB). An­tes do­nos das qua­dras em cam­peo­na­tos na­cio­nais, os ti­mes de São Pau­lo, maio­ria en­tre os ins­cri­tos, não fo­ram bem na pri­mei­ra edi­ção da com­pe­ti­ção. Das se­te equi­pes pau­lis­tas, qua­tro fo­ram aos pla­yoffs, mas caí­ram nas quar­tas de fi­nal. Na dis­pu­ta que co­me­ça­rá no pró­xi­mo do­min­go, ti­mes co­mo Fran­ca, Pau­lis­ta­no, As­sis e Ara­ra­qua­ra pre­ten­dem sur­preen­der.
  Fo­ra dos pla­yoffs no tor­neio an­te­rior por bem pou­co, com o no­no lu­gar, o Pau­lis­ta­no con­tra­tou se­te re­for­ços pa­ra o téc­ni­co ­João Mar­ce­lo Lei­te. O prin­ci­pal de­les é o pi­vô ­Baby, que es­ta­va no cam­peão Fla­men­go. Com a ex­pe­riên­cia de ­quem jo­gou na NBA, aos 29 ­anos ele vai ­guiar os ­mais jo­vens, co­mo os ar­ma­do­res Vi­ní­cius Go­bor e Jef­fer­son Cam­pos, am­bos de 18 ­anos.
  ‘‘Con­se­gui­mos dar um pu­lo no or­ça­men­to e pu­de­mos tra­zer re­for­ços com me­lhor ní­vel ­técnico’’, ex­pli­cou ­João Mar­ce­lo, há ­três ­anos no co­man­do do Pau­lis­ta­no. ‘‘Em prin­cí­pio, o nos­so ob­je­ti­vo é ir aos pla­yoffs e, ­quem sa­be, dis­pu­tar uma ­final’’, com­ple­tou o es­pe­ran­ço­so téc­ni­co.
  Hé­lio Ru­bens, trei­na­dor do Fran­ca, ti­me dez ve­zes cam­peão bra­si­lei­ro, viu sua equi­pe ­cair dian­te do Bra­sí­lia no úl­ti­mo due­lo das quar­tas de fi­nal. Ele diz que, as­sim co­mo o Pau­lis­ta­no, so­freu com as con­tu­sões de jo­ga­do­res im­por­tan­tes. Hé­lio não acre­di­ta ­mais na he­ge­mo­nia pau­lis­ta na mo­da­li­da­de. E por um sim­ples mo­ti­vo: os ti­mes de fo­ra ga­nha­ram o ­apoio de for­tes pa­tro­ci­na­do­res. ‘‘A es­tru­tu­ra fi­nan­cei­ra, cla­ro, faz uma gran­de di­fe­ren­ça. Os clu­be de fo­ra de São Pau­lo se es­tru­tu­ra­ram. Não exis­te téc­ni­ca que su­pe­re a au­sên­cia de qua­li­da­de na or­ga­ni­za­ção de uma ­equipe’’.
  O di­nhei­ro faz mes­mo a di­fe­ren­ça. Os qua­tro me­lho­res do NBB em 2009 - Fla­men­go, Bra­sí­lia, Mi­nas e Join­vil­le - ti­nham or­ça­men­tos su­pe­rio­res ao dos ri­vais. ‘‘E is­so é mé­ri­to ­deles’’, dis­se Hé­lio Ru­bens. ‘‘É bom pa­ra o bas­que­te to­do es­se ­inves-timento’’.
  Pa­ra a tem­po­ra­da 2009/10, as prin­ci­pais equi­pes de­ve­rão gas­tar cer­ca de R$ 200 mil por mês, en­tre fo­lha sa­la­rial, via­gens, hos­pe­da­gens e ta­xa de ar­bi­tra­gem. Des­se va­lor, de 50% a 60% são des­ti­na­dos aos sa­lá­rios dos jo­ga­do­res. Mas no NBB há ti­me que gas­ta bem me­nos dos que is­so, en­tre R$ 70 e R$ 100 mil por mês.
  ‘‘São Pau­lo sem­pre te­ve um tor­neio re­gio­nal for­te, por is­so que ti­ve­mos equi­pes en­tre os cam­peões. Mas is­so não é ­mais ga­ran­tia de aca­bar en­tre os pri­mei­ros. Ho­je, com cer­te­za, o equi­lí­brio é ­maior en­tre os ­times’’, co­men­tou Hé­lio Ru­bens.

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