Limitar o poder do Clube dos Treze e estabelecer uma nova fórmula de disputa para o Campeonato Brasileiro são as principais reivindicações do Clube Brasil, formado por médias agremiações do futebol nacional. Durante a reunião realizada, ontem, no Rio, dirigentes do Gama, Londrina, Botafogo-SP, Avaí, CRB, entre outros, assistiram a palestras do presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, do presidente da Kefler, Kléber Leite, e representantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com o objetivo de conhecer um pouco mais sobre os bastidores do futebol, antes de apresentarem suas propostas.
Vice-presidente eleito do Gama, Paulo Goiás cobrou da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o retorno à disputa do Campeonato Brasileiro com 20 clubes na primeira e segunda divisões. ‘‘O Gama, por direito, ficará no grupo dos 20 no lugar do Botafogo, que perdeu todas as suas liminares’’, afirmou.
Para o presidente do Clube Brasil, Francisco Batista Neto, o ideal para todos é uma aproximação com o Clube dos Treze. Segundo ele, as equipes medianas estão com dificuldades para fechar contratos com os patrocinadores, por causa do conturbado calendário do futebol brasileiro e da indefinição quanto ao próximo ano.
Neto frisou que o Clube Brasil ainda não está completamente estruturado e acrescentou que futuramente será impossível continuar sob o comando das grandes equipes de futebol. De acordo com ele, o Clube dos Treze possui um contrato com a TV até 2004, enquanto as médias equipes estão impossibilitadas de aproveitarem este tipo de vantagem.
O advogado Fábio Theopholio, que representou o Londrina, informou que o Clube Brasil vai sugerir que a Série A do Brasileiro tenha 25 times e a Série B fique com 23. Outra reivindicação, é que os 17 integrantes da associação de clubes da segundona nacional tenham direito de disputar a Copa do Brasil. (Colaborou Redação)

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