São Paulo - ''O desafio dos departamentos de marketing é transformar esse valor da marca em receita, em resultados sustentáveis para os clubes''. Essa foi a reação do diretor de marketing do Palmeiras, Rogério Dezembro, sobre o estudo realizado pela Crowe Horwath RCS. ''Esse trabalho é importante porque muitas vezes as empresas pensam em investir no futebol, mas faltam números concretos para se discutir algumas coisas, algo que no mundo empresarial é muito comum''.
O diretor palmeirense comentou ainda não se surpreender com o valor da marca do clube - R$ 419,6 milhões. ''Pela repercussão de um time de futebol, pelo espaço na mídia, pela importância na vida das pessoas, este número não me surpreende'', disse, para depois ironizar os rivais em tom de brincadeira. ''Só estranho que um dos critérios utilizados na avaliação tenha sido estádio, e ficamos atrás de dois que não têm (Flamengo e Corinthians)''.
Ironia também foi a tônica do presidente corintiano, Andrés Sanchez, ao comentar o resultado da avaliação. ''Só acho que nossa diferença para o São Paulo (R$ 562,6 milhões a R$ 551,9) não é real. É só ver o tamanho da nossa torcida é a da deles'', disparou.
Ao ser informado que o estádio também é um critério utilizado para se definir o valor da marca, o dirigente voltou a alfinetar o rival. ''Espera eles fecharem o balanço deste ano para ver se o Morumbi deu o retorno que eles imaginavam'', comentou, levando em consideração o fato de que o São Paulo perdeu a receita com o aluguel de seu estádio ao próprio Corinthians.
Sanchez, porém, comentou ser positivo o surgimento de um estudo deste tipo. ''Quero conhecer melhor, ver os critérios, discutir algumas coisas, mas é importante aparecer trabalhos sérios a este respeito no futebol brasileiro''.
Já o diretor de marketing do São Paulo, Adalberto Batista, comentou que os três primeiros colocados (Flamengo, Corinthians e São Paulo) podem atingir números ainda mais expressivos. ''Eu imaginava que já estivesse nesta casa mesmo, mas entendo que, pela forma como o futebol vem crescendo e o espaço que ocupa na mídia, todos podem conseguir patamares ainda melhores, especialmente os três primeiros, pelo peso de suas torcidas''.
Para o são-paulino, ''emoção traz fidelização e nenhuma outra marca consegue tanta fidelização quanto a de um clube de futebol''. Adalberto Batista explica que nada faz alguém mudar de time, nem administrações corruptas e nem derrotas em campo. ''Isso tem muito valor'', comentou. ''O desafio é tirar proveito desta marca para arregimentar novos torcedores e trabalhar bem os que já são''. (A.P/A.E.)

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