LUIZ CLAUDIO OLIVEIRA
Fim de semana terrível para o futebol paranaense no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. Atlético e Coritiba simplesmente jogaram fora as chances que tinham de classificar-se para a segunda fase e o Paraná Clube confirmou a queda para a segunda divisão sendo goleado em Belo Horizonte pelo Cruzeiro por 5 a 2. A velha sina pipoqueira voltou a atacar nossos times em momentos decisivos. O Atlético pipocou em Ribeirão Preto no sábado e perdeu para o Botafogo-SP que é simplesmente o pior time da competição. E ontem, o Coritiba pipocou em casa, não passando de um empate em um a um com o segundo pior time da competição. Pelo que jogou neste fim de semana, a dupla Atletiba não tem nada que se queixar, pois não merecia mesmo entrar no grupo dos oito melhores.
Agora o pensamento dos três clubes volta-se para a fase classificatória que, com esta mania de formulismos da CBF confunde o torcedor e ninguém sabe como funciona. Então, vamos tentar explicar: os times que terminarem a competição entre a nona e a 16ª colocação jogam entre si, com o nono pegando o 16º, o 10º joga com o 15º, o 11º contra o 14º e o 12º com o 13º. Os quatro que vencerem vão continuar na disputa por uma vaga na Libertadores da América. Eles vão jogar contra os quatro que perderem na outra disputa classificatória entre o primeiro e o oitavo colocado. O campeão vai à Libertadores.
Isso significa que os três times do Paraná, inclusive o rebaixado Paraná Clube, podem ainda tentar uma vaga na Libertadores. Mas, jogando da forma que jogaram nesse fim de semana, será muito difícil. Os diretores, que não conseguiram montar um time de chegada para este Brasileirão, têm agora que começar o planejamento para o próximo ano. Cada clube tem necessidades diferentes, como veremos.
OS FORTES E OS FRACOS
O Atlético, bom no ataque, é fraco no setor defensivo. Para vencer neste campeonato, o ataque atleticano sempre tinha que fazer três gols pois a defesa entregava dois para o adversário. O time precisa, no mínimo, um bom goleiro, dois bons zagueiros e um bom lateral esquerdo. Do meio para frente pode até continuar como está.
O Coritiba precisa arrumar o meio-de-campo que na maioria das partidas neste campeonato passou longe da criatividade. Só quando jogaram juntos Darci e João Santos é que o setor melhorou, provocando também a melhora de todo o time. O goleiro Gilberto salvou a pátria da defesa algumas vezes. O time precisa também de um bom zagueiro e um bom lateral-direito.
O Paraná Clube, que mais contratou, ficou devendo no ataque. Tem um dos piores ataques da competição e Washington só desencantou nos jogos finais, assim mesmo perdendo muitos gols. Ilan surgiu como promessa, mas parece ser muito preguiçoso ou muito desligado, não dando conta do recado em situações difíceis. No meio de campo também faltou criatividade. Na defesa, Milton do Ó é a melhor revelação do time. Precisa urgente de dois bons laterais.
Vamos ver o que vai acontecer. Espero que os dirigentes sejam mais criativos e não façam o que sempre costumam fazer que é vender os melhores jogadores e com o dinheiro arrecadado comprar dois ou três que não resolvem nada.
PAPELÃO E SELEÇÃO
Contrastando com as péssimas atuações de seus times no fim de semana, três jogadores que estão no Paraná apresentam-se hoje no Rio de Janeiro para o técnico Wanderley Luxemburgo como esperanças futuras do futebol brasileiro. Adriano (Atlético), Milton do Ó (Paraná Clube) e Mozart (Coritiba) tentam provar que podem vestir o sagrado manto amarelo da seleção não só na equipe pré-olímpica como também no time principal que disputará a Copa do Mundo de 2004, na Asia.

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