Times do interior de São Paulo correm para quebrar hegemonia
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sábado, 09 de fevereiro de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Em 105 anos do Campeonato Paulista, pouquíssimas vezes os clubes tradicionais de São Paulo foram surpreendidos na reta de chegada. O Corinthians ganhou o torneio 25 vezes. O Palmeiras, 21. O São Paulo, 20. E o Santos, 17 - a maioria com Pelé ainda em campo. A força do interior sempre foi notada no Estadual, mas ela sempre se dissipou no meio do caminho. Seria 2008 o ano da virada nesse cenário?
Após sete rodadas do Paulista, nenhum dos grande da capital figura entre os quatro primeiros colocados, o grupo que fará a decisão em jogos das fases semifinal e final.
Guaratinguetá (18 pontos), Ponte Preta (16), Noroeste (13) e Ituano (13) ocupam as primeiras colocações antes da rodada que começa hoje, a oitava no calendário. Pode parecer provocação, mas muitos torcedores paulistas acham que os times do interior de São Paulo dariam suadouro nos grandes do Rio, como estão dando nos favoritos da capital.
Guaratinguetá e Ponte apresentaram até agora o fino da bola. A equipe de Campinas contratou 15 jogadores e tem no rápido entrosamento de seus atletas a alternativa para fazer frente aos grandes. Do time que goleou na quinta-feira o Juventus por 5 a 2, apenas o goleiro Aranha e o zagueiro João Paulo estavam no Moisés Lucarelli em 2007.
O clube também se estruturou para recuperar o respeito. ''Temos quatro patrocinadores'', informa a assessoria da Ponte. A folha de pagamento do departamento de futebol é de R$ 300 mil por mês.
A fórmula do líder Guaratinguetá não é diferente. O clube arranjou sete patrocinadores para se sustentar. Fez parceria com Atlético-PR e Palmeiras, e apostou num grupo de jogadores em que a maioria já vestiu sua camisa. Mostrar-se é o que jogadores desses times, como Ituano e Noroeste, também querem. Sonham com contratos melhores. O Paulistão propicia essa vitrine.


