Times brasileiros ainda esperam negócios com Europa
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Apesar da crise econômica mundial, o Milan pagou cerca de R$ 32 milhões para contratar o zagueiro Thiago Silva, do Fluminense. Foi apenas o primeiro negociado: com a abertura da janela de transferência para a Europa, a partir do dia 1º de janeiro, crescem especulações em torno da saída dos principais jogadores brasileiros para o exterior.
O mercado retraído não tira a esperança dos clubes brasileiros, que tentarão negociar seus principais jogadores para ''fazer caixa'' e pagar dívidas e salários do ano que vem. Pode até haver alguma redução nos preços, por causa da crise, mas o fato é que o Brasil aqueceu em sua fornalha mais uma leva de talentos que podem se juntar a Thiago Silva no exterior.
Transferências de jogadores representam em média de 20% a 30% das receitas de um clube como o Palmeiras em um ano. Já chegou a superar 60% em casos excepcionais, como o do Santos, em 2004, na venda de Robinho para o Real Madrid pelo equivalente na época a R$ 70 milhões.
Nesta virada do ano, porém, o cenário é nebuloso. Dirigentes brasileiros tentam desesperadamente repassar atletas para fechar as contas no azul, mas como fazer isso se clubes europeus como o Liverpool já avisaram que não vão comprar ninguém?
''Com essa crise financeira mundial, o êxodo nesta janela de transferências será mínimo'', prevê o diretor de planejamento do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. ''Já houve poucos negócios em agosto e agora haverá ainda menos. Os clubes precisarão encontrar novas receitas.''
Negócios
E até nisso a crise atrapalha: São Paulo, Corinthians e Palmeiras ainda não têm patrocínio para o ano que vem. Os corintianos esperam que a contratação de Ronaldo atraia uma quantidade de investimento nunca vista antes no mercado.
O Santos, por sua vez, admite que precisa se desfazer do lateral-esquerdo Kléber para cobrir investimentos como, por exemplo, dos meias Lúcio Flávio e Madson - mesmo com a ajuda de parceiros, o clube tem de pagar os salários dos novos reforços.


