Luiz Claudio Oliveira
Enviado da Folha
Nada como uma goleada de 7 a 0 na estréia de uma competição para deixar um time sob o clima de absoluta tranquilidade. Foi o que aconteceu ontem na concentração da Seleção Brasileira em Foz do Iguaçu. Os jogadores tiveram folga pela manhã e poucos foram os que decidiram sair de seus quartos antes do almoço. À tarde, o grupo foi dividido em dois, com trabalhos relaxantes para os titulares e um treino técnico para os reservas. Como sempre, os goleiros foram os que mais trabalharam.
O atacante Amoroso, autor de dois gols na goleada sobre a Venezuela, revelou que todos os jogadores estavam ansiosos antes da estréia. ‘‘Estava todo mundo apreensivo. Começamos o jogo um pouco tensos, mas depois de uns 15 minutos fomos relaxando e no segundo tempo nos soltamos totalmente.’
Apesar de ser um dos goleadores da Seleção, Amoroso não quer saber de briga pela artilharia. Tomando um café no hall do hotel, depois do almoço, ele disse - fazendo coro com a orientação do técnico Wanderley Luxemburgo - que o mais importante para os jogadores é pensar em grupo e não individualmente.
Outra modificação no comportamento dos jogadores dentro da concentração, em comparação com o que acontecia nos tempos de Zagallo, é a liberdade no contato com a imprensa. Mestre do marketing, Luxemburgo sabe o quanto é importante a união das duas partes. Além das fotos liberadas nos locais de acesso da imprensa, os jogadores só não podem falar com os jornalistas nas horas que antecedem a partida.
No Estádio do ABC, os jogadores considerados reservas fizeram trabalhos com o auxiliar Candinho e o preparador físico Antônio Carlos Mello, sob a supervisão de Luxemburgo. Como não poderia deixar de ser, os gritos dos fãs passaram a ser dirigidos ao novo ídolo Ronaldinho.
Hoje, o técnico Wanderley Luxemburgo faz o treinamento coletivo às 10 horas no Estádio do ABC. Depois os jogadores se recolhem para a concentração preparativa para o jogo de amanhã com o México.

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