Belém - A Tuna Luso fará uma verdadeira maratona para enfrentar o Operário-MT, domingo, pela terceira rodada da segunda fase do grupo 17 da Série C do Campeonato Brasileiro. O time deixou Belém de ônibus, às 9 horas de ontem, e só deve chegar a Cuiabá amanhã.
Isto se imprevistos não acontecerem, já que mais de 1,4 mil quilômetros serão percorridos na BR-316, conhecida como Belém-Brasília, considerada em 2005 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) como a pior rodovia do País. No total, o elenco paraense vai andar 2.941 quilômetros até Cuiabá, o que corresponde a viajar quase sete vezes de São Paulo ao Rio de Janeiro.
Longas distâncias, aliás, não trazem boas lembranças ao clube. Na semana passada, para enfrentar o Maranhão, os jogadores percorreram também de ônibus exatos 806 quilômetros até a capital, São Luís. Na bagagem, trouxeram uma vexatória derrota por 4 a 0.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disponibiliza para apenas um clube de cada estado as passagens aéreas. No caso do Pará, quem obteve o direito foi o Ananindeua, que teve melhor colocação do que a Tuna Luso no último Estadual. A situação dos clubes do Brasileiro das Séries A e B é diferente porque eles são financiados, respectivamente, pelo Clube dos 13 e pela Futebol Brasil Associados (FBA).
Dois jogadores, porém, escaparam da peregrinação pelas perigosas e mal conservadas rodovias brasileiras. O volante Márcio recebeu o terceiro cartão amarelo na vitória por 2 a 0 no clássico contra o Ananindeua, quarta-feira, em Belém. Já o meia Sid se contundiu na mesma partida e foi vetado pelo departamento médico. Em compensação, os zagueiros Preto Marabá e Tote, além do meia Flamel cumpriram a automática e participam desta viagem.

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