O Mineirão voltou a tremer ontem à tarde, lotado de torcedores atleticanos que não paravam de pular e incentivar o seu time. Mas a Portuguesa não tremeu e soube jogar o suficiente para ser uma das finalistas do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez em sua história.
Essa era a opinião do técnico Candinho, jogadores e dirigentes da Portuguesa, logo depois do apito final do juiz. Os jogadores e a comissão técnica se abraçaram ainda no campo. Alguns, como Gallo, choraram muito. Outros, como Capitão, aproveitaram para fazer um desabafo contra o goleiro reserva do Atlético, Paulo César, ex-Portuguesa, que declarou ser o adversário um time sem condições de vencer ninguém. O presidente Manoel Gonçalves Pacheco repetia a todos que agora ‘‘começava uma nova era’’.
Surgiam todos os tipos de desabafos no vestiário festivo do time. Houve, inclusive, a confirmação do lateral Carlos Roberto, de que ele quase pediu para sair depois de ter cometido o pênalti sobre Euler. ‘‘Eu confesso que o mundo quase caiu sobre minha cabeça, ia pedir até para sair, de tanto desânimo’’, disse. ‘‘Mas meus companheiros me ajudaram muito e acabei me superando, a ponto de dar nota 10 para mim mesmo pela atuação que tive’’.
O técnico Candinho não se continha de tanta alegria e confessou que ‘‘a Portuguesa só chegaria onde chegou se fosse corajosa’’. E o técnico garantiu também que ‘‘a Portuguesa não vai parar por aí, quer o título de campeã brasileira’’.

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