São Paulo - O discurso do técnico do Palmeiras, Levir Culpi, para enfrentar o Bahia, hoje, às 16 horas, no Parque Antarctica, reflete bem o desespero de quem está sem vencer há seis jogos no Brasileiro-2002. Apesar de a sua equipe ter a defesa mais vazada do torneio sofreu 21 gols em nove partidas , o treinador não quer saber de se defender. Para Culpi, o time tem de atacar para sair da incômoda zona de rebaixamento é o 23º colocado, com sete pontos.
O Palmeiras deste ano faz o pior início de Brasileiro da história do clube. Se a atual edição já estivesse encerrada, o desempenho final seria também o mais fraco de todos os tempos do time do Parque Antarctica, que já ganhou quatro edições do campeonato.
Após nove jogos, o time acumula uma vitória, quatro empates e quatro derrotas, o que significa um aproveitamento de 25,9%. Por isso, Culpi não teve dúvidas. Vai armar o time com três atacantes: MuÀoz, Dodô e Nenê. Para a defesa, terá o volante Flávio, atleta que estava afastado do grupo principal nas passagens de Wanderley Luxemburgo e Murtosa, mas que ganhou nova chance com Culpi.
O treinador, entretanto, diz que, para que o esquema surta o efeito desejado, conta com a colaboração de seus comandados. ''Vamos apostar no ataque. Não é um tiro no escuro (o sistema com três atacantes). É um risco calculado, mas deve haver muita solidariedade (na marcação) entre os jogadores'', afirmou o técnico, ressaltando que prefere ''perder duas partidas e ganhar uma do que empatar três''.
Culpi foi seduzido pelo sistema ofensivo após a derrota para o Internacional por 3 a 2 no meio de semana. No segundo tempo do jogo, ele pôs MuÀoz no lugar de Fabiano Eller, e o time conseguiu chegar ao empate em 2 a 2 depois de estar perdendo por 2 a 0.

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