Time luta contra síndrome de pênaltis
Marcos Freitas
O Atlético tem um dos ataques mais jovens e fortes do futebol brasileiro. Goleadores e difíceis de serem parados, os meninos do rubro-negro só têm um problema: quando é beneficiado pelos pênaltis é o próprio time que vai para a marca da cal. Nos últimos três torneios disputados pelo Furacão da Baixada, foram os pênaltis desperdiçados que executaram o rubro-negro. Na Copa Sul foi contra o Paraná, na Copa do Brasil, o Botafogo e no Paranaense, o Coritiba.
Há muita explicação, mas nenhuma justifica convence a torcida. Os treinos acontecem sistematicamente durante a semana. A maioria dos batedores atleticanos tem categoria e técnica para convertê-los, mas na hora H, as traves ficam pequenas, os goleiros se agigantam e o que poderia ser uma vantagem vira um martírio difícil de ser superado.
Para o atacante Lucas, um dos batedores oficiais do Atlético, o que existe é mesmo uma sídrome dos pênaltis. Para ele, falta um pouco de tranquilidade e boa dose de sorte. Não há displiscência pois treinamos praticamente todos os dias, disse. Já tivemos vários bons batedores como o Kelly, o Adriano e agora o Kléber, mas o que acontece é quase inexplicável, conta.
Sobre o pênalti perdido por Kléber, no Atletiba, ele classifica como sendo uma fatalidade. Ele bateu bem, mas a bola teimou em acertar a trave.
Já o meia Adriano, um dos destaques do time, disse que prefere ficar fora das penalidades. Depois da Copa do Brasil, nem quero mais ouvir falar em marca da cal, disse.
Adriano diz não entender o que acontece na hora dos pênaltis. Treinamos durante a semana e na hora do vamos ver, a bola não entra, contou. Para ele a união do grupo é grande e quem erra não é cobrado. Todos sabemos que pênalti é loteria e quem está lá pode acertar ou não, infelizmente estamos errando muito, lamentou.
Para o ex-presidente da Torcida Os Fanáticos João Carlos Belotto, 36 anos, o que ocorre no Atlético é um misto de intranquilidade e azar. Ele acredita que os atacantes atleticanos são bons jogadores e vêm batendo bem os pênaltis. O Kléber é um bom batedor. No jogo contra o Operário e mesmo contra o Coritiba ele levou azar, disse. Belotto acha que os jogadores precisam treinar mais e serem acompanhados por psicólogos para que esta síndrome não tome proporções maiores. O medo de bater pênalti acabará quando as bolas começarem a entrar, disse.





