Time italiano fica sob suspeita
Agência Estado
De Kuala Lumpur, Malásia
O dia seguinte de uma das desclassificações mais discutidas dos últimos tempos na Fórmula 1 registrou várias reações. Enquanto a imprensa italiana, indignada, exige um basta nas seguidas trapalhadas e cobra a cabeça do diretor esportivo da equipe, o francês Jean Todt.
A direção da Ferrari não se manifestou ontem, ainda, para explicar a razão os defletores dos carros de seus pilotos estarem milímetros a menos do exigido pelo regulamento. Estamos investigando, contou Ross Brawn, diretor-técnico. A preocupação de Jean Todt e Ross Brawn era outra: passaram o dia em contato com advogados da equipe a fim de estudar a estratégia de defesa da apelação que será apresentada no julgamento, sexta-feira em Paris.
Os jornais da Itália, como a Gazzetta dello Sport, definiram como O Drama de Sepang a desclassificação de Eddie Irvine e Michael Schumacher no GP da Malásia, depois de uma das mais belas dobradinhas da Ferrari. Fora os culpados é a manchete do mesmo jornal, enquanto o Resto del Carlino, de Bolonha, traz em primeira página: Uma vergonha.
Em Macao, onde ficará até o GP do Japão, última corrida do ano, dia 31, Eddie Irvine se limitou a afirmar ridículo sobre sua desclassificação.
Bastante oportuna parece ser a colocação do especialista em aerodinâmica da Jordan, Tim Edwards. Segundo ele, a vantagem é tão pequena, em se adotar a base dos defletores menor, como fez a Ferrari, que não é possível ser calculada. Não foi intencional, o risco era muito grande para praticamente nenhuma vantagem. Edwards questiona, no entanto, o porquê de o defletor ter sido checado. Os comissários foram direto na peça, o que usualmente não é verificado nesse nível de detalhe.
Apesar de tanta agitação, o dia começou tranquilo em Maranello, na sede da Ferrari. Luca di Montezemolo, presidente da empresa, ao contrário do que poderia se imaginar, estava muito traquilo. Foi uma grande vitória, todos estão de parabéns, afirmou.





