Atenas - O vôlei feminino do Brasil tenta hoje sua primeira final Olímpica, contra a Rússia, às 15h30 (horário de Brasília). Desde os jogos de Barcelona-92 a seleção brasileira sempre chegou à semifinal do torneio feminino, mas nunca com chances tão reais de uma final como agora, em Atenas.
Atual campeã do Grand Prix (versão feminina da Liga Mundial), a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães (ouro com os homens nos Jogos da Espanha) terá de passar novamente pelo pesadelo do bloqueio alto para chegar a uma final inédita.
Sem a sombra do supertime cubano comandado pela meio-de-rede Regla Torres e pela atacante Mireya Luis, tricampeão olímpico, a seleção brasileira sonha com uma medalha de ouro.
Mas para isso terá de passar pelo ''sufoco' do bloqueio de alta estatura, que tanto incomodou ontem contra os Estados Unidos (3 a 2). ''A Rússia é um time difícil de jogar. Tem um bloqueio e ataque muito forte. Precisamos trabalhar a emoção e o coração. O Brasil precisa de cautela e se adaptar ao jogo delas, apesar do pouco tempo'', diz Zé Roberto.
Virna, uma das que mais sofreram com o bom bloqueio dos Estados Unidos, diz esperar a mesma dificuldade contra as russas. ''É um time com bloqueio muito bom. Temos que estudá-las taticamente e jogar com o coração.''
A levantadora Fernanda Venturini, por seu lado, lembrou que as russas são tão altas quanto às americanas, embora não tenham uma defesa tão boa. ''Mas o bloqueio delas aparece muito. Vamos ver alguns vídeos e estudar a melhor forma de superá-las.''

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