Time feminino conquista vice-campeonato no Brasileiro Sub-18
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de setembro de 2021
Vitor Ogawa - Grupo Folha 
A equipe Londrina/FEL/IPEC conquistou o vice-campeonato no Brasileiro Sub-18, realizado em São Paulo nos dias 28 e 29 de agosto. O time das mulheres terminou a competição na segunda colocação, atrás apenas das anfitriãs do Centro Olímpico. Disputa acirrada até as últimas provas e com pequena vantagem de pontos para as paulistas: 95 a 83.

A campanha do time feminino londrinense teve oito pódios, com dois ouros, quatro pratas e dois bronzes. Considerada uma das principais promessas do atletismo brasileiro nessa categoria, Gabriela Tardivo brilhou mais uma vez e venceu as provas dos 1500 metros rasos e 3000 metros com obstáculos. “Foi emocionante, uma felicidade enorme. A gente treina e se esforça tanto por momentos como esse. Só agradecer mais uma vez a toda equipe e meu treinador (Cristiano Ribeiro), que estão sempre comigo no dia a dia”, falou a jovem.
Júlia Ribeiro (Colégio Ética) e Nicole Braz Domene também subiram duas vezes ao pódio. A primeira foi prata nos 400 metros e bronze nos 200 metros, enquanto a segunda faturou prata nos 200 metros e bronze nos 100 metros. A lista de medalhistas da equipe feminina londrinense ainda teve Bianca Cristine Davi, prata nos 2000 metros com obstáculos e Giovanna Vespero (Colégio Ética), prata no arremesso do peso.
Segundo Giovanna Vespero, 16 anos, esse resultado foi muito bom. “Eu estava esperando essa marca e essa colocação faz muito tempo. Eu venho treinando desde o começo do ano para conseguir estar no pódio desse sub-18. Nem era da minha categoria, mas era muito importante para eu conseguir esse pódio”, ressaltou. Ela relatou que suas principais adversárias estão mais no sul do Brasil. “Tem a primeira do ranking que é de Santa Catarina e a segunda do ranking também é de lá. Atualmente estou na terceira posição no ranking. Nesse campeonato eu cheguei a superar a marca da primeira do ranking, mas o arremesso não valeu, porque eu queimei, mas agora eu estou me sentindo bem para competir e pode ser que nos próximos torneios eu consiga fazer uma coisa boa”, destacou.

Júlia Ribeiro, por sua vez, ressaltou que esse foi um dos seus melhores desempenhos. “Em vista das outras competições que eu estava buscando marca e não obtive resultados tão esperados, nessa última conseguir abaixar a minha marca e consegui ser vice- campeã”, destacou. A atleta de 16 anos afirmou que nas últimas semanas permaneceu muito focada em seus objetivos. “Treinamos de segunda a domingo. Daqui a algumas semanas, no dia 25, haverá o campeonato sul-americano no Paraguai e os treinos estão totalmente voltados para essa competição. Eu tenho certeza que virá um resultado muito bom nesse sul-americano”, destacou.
O técnico Gilberto Miranda ressaltou que as atletas iniciaram no projeto nas categorias sub- 14, passaram pela USP nas categorias 14/16 anos hoje já são destaques no sub 18. “No caso da Gabriela é uma menina que sabe muito o que quer e ela já foi convocada para diversas seletivas. Ela é fora do comum pela idade que tem e pela responsabilidade e vontade que tem de chegar numa competição de alto nível que nem os Jogos Olímpicos”, ressaltou. “Tanto a Gabriela como a Júlia e a Giovana tem mostrado que podem passar por todas as categorias e daqui para frente estarão em busca de seleções e provavelmente vão chegar no adulto brigando por vagas para campeonatos mundiais. Nós temos também a Bianca em competições internacionais de nível adulto. Hoje, todas essas atletas têm mostrado que podem chegar aos Jogos Olímpicos”, apontou.

Sobre Luiz Felipe, Miranda afirmou que o jovem se especializou no lançamento do martelo. “É uma grata surpresa, porque é um menino que ainda tem 15 anos. Ele é nascido em 2006 e já foi campeão brasileiro sub- 18 não. Então é uma das esperanças hoje do Brasil e mais uma grande promessa que a gente tem para o futuro. Esperamos trabalhar bem com ele para chegar nessas competições mais importantes nas categorias de cima”, apontou.
HISTÓRICO RECENTE
A equipe Londrina/FEL/IPEC contabiliza conquistas importantes em Campeonatos Brasileiros Interclubes com seu time feminino nos últimos cinco anos. De 2016 para cá, já são cinco vice-campeonatos, uma terceira colocação e um título nacional em categorias menores. Além de uma quarta colocação, também entre as mulheres, no Troféu Brasil, a maior competição de atletismo da América Latina.
FALTA DE PATROCÍNIO MASTER
Até uns dois anos e meio atrás a Caixa era a patrocinadora master de todas as categorias de formação do projeto social de atletismo até a formação a do master. “Nos dias de hoje essas categorias perderam esse patrocínio, então desde então a gente vem se virando com o patrocínio da da prefeitura e com os parceiros que a gente tem, mas a gente tem necessidade urgente de buscar novos parceiros por conta da quantidade de atletas destaques.” Segundo Miranda, quando chega no nível internacional, os atletas precisam participar de competições melhores, inclusive fora do país. “Então ele passa a custar mais, até mesmo em termos de ajuda de custo. A gente tem que remunerar eles melhor, calça-los de forma melhor e tem a situação da suplementação da alimentação que precisa ser feita.” Segundo ele, Londrina possui uma das melhores estruturas de atletismo no Brasil nessas categorias. “Mas a gente sonha com algum patrocinador maior por conta dos resultados. Estamos em busca disso na iniciativa privada”, destacou.
Ele cita a atleta olímpica Tatiane Raquel da Silva (3000 metros com obstáculos) , que começou com 13 anos nesse projeto. “Ela está há 18 anos dentro do projeto. Tem a Livia Avancini (arremesso de peso) também, que ficou a duas vagas do Jogos Olímpicos também, que iniciou menininha com 12 ou 13 anos aqui e hoje já está com 29”, destacou.


