Agência Folha
De Melbourne, Austrália
Se a Seleção Brasileira se classificar para Sidney-2000, não poderá ficar concentrada na Vila Olímpica, como quer o técnico Wanderley Luxemburgo. Ciente do desejo da comissão técnica, os organizadores dos Jogos entraram em contato com o Comitê Olímpico Brasileiro e informaram que os alojamentos para a seleção na Vila só estarão disponíveis a partir das semifinais, caso o Brasil se classifique.
Mesmo assim, Luxemburgo insiste numa preparação diferente da realizada nos Jogos de Atlanta, em 1996, quando o Brasil ficou concentrado em luxuoso hotel da Flórida e foi criticado pelo excesso de mordomias. ‘‘Já que não poderemos ficar na Vila, vamos tentar alugar uma casa, uma coisa mais simples, com os jogadores dormindo em beliches, e não ficar num hotel isolado do mundo’’, avisou.
‘‘Quero ver todo o mundo vivendo dia após dia o clima das Olimpíadas. Vamos fazer uma programação para que eles tenham contato com atletas de outros esportes, possam ir a competições de natação torcer para os brasileiros, assistam às provas de atletismo, participem mesmo dos Jogos’’, explicou o treinador.
A partir de hoje, o coordenador técnico Marcos Moura Teixeira irá visitar algumas casas na Austrália onde o Brasil poderá ficar concentrado, além de campos de treinamento.
Público maior – Cerca de 80 mil torcedores estiveram no Melbourne Cricket Garden para ver o jogo do Brasil. A presença do público animou a IMG, promotora dos amistosos na Austrália, já que, na partida anterior, mesmo com os ingressos gratuitos, o Estádio Olímpico de Sidney só reuniu pouco mais de 35 mil torcedores.
Segundo a IMG, como o público de Melbourne gasta mais do que o de Sydney, as lojas e restaurantes do estádio faturariam mais do que na primeira partida. Mesmo assim, a empresa analisará a viabilidade de continuar organizando jogos na Austrália, já que as principais estrelas têm tido problemas para ir ao país.
Foi o que aconteceu com os atacantes Kewell e Ronaldo, os principais atletas da seleção da casa e da brasileira, respectivamente. O técnico Frank Farina já pediu à Federação Australiana que marque mais jogos para o time na Europa, onde atuam seus principais atletas.

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