Time do Rexona vai entrar em férias
Elenco será liberado amanhã, mas o técnico Bernardinho já prepara esboço de como será a nova equipe
Marcos Freitas
De Curitiba
e Agência Folha
De São Paulo
Ainda curtindo a boa ressaca do bicampeonato da Superliga Feminina de Vôlei, o Rexona/Paraná vive dias de indefinição. A única certeza na equipe é que jogadoras e comissão técnica entram em férias amanhã para só se apresentar novamente no ginásio do Tarumã daqui há um mês.
O técnico Bernardinho está constantemente em reuniões com a diretoria da empresa para acertar os detalhes da formação da próxima equipe. Mesmo estando longe das competições, a Superliga só deve começar em dezembro, e os amistosos ainda são uma incógnita, bem como a participação ou não da equipe nos campeonatos paulista e carioca, o comandante do time paranaense quer deixar montado pelo menos um esqueleto da próxima equipe. É provável que o time seja formado basicamente por jogadoras menos experientes e que a equipe tenha perfil ainda mais jovem do que esta que venceu a Superliga.
A própria permanência do técnico na equipe é ainda motivo de muita especulação. Se depender de Bernardinho ele larga o comando técnico da equipe, fica com a direção do projeto do Centro de Excelência de Vôlei e permanece dirigindo a seleção brasileira. Porém, para isso ele precisará convencer os homens que mandam no Rexona. Sabe-se que a diretoria da empresa prefere tê-lo mais um ano como técnico da equipe.
A levantadora e capitã da equipe, Fernanda Venturini, também tem seu futuro incerto. Ela não sabe se disputa mais uma Superliga ou se dedica ao projeto de engravidar. O que já está decidido é que Fernanda Venturini não veste mais a camisa da seleção brasileira.
Diferente de que foi noticiado o Rexona/Paraná não vai disputar o Sul-Americano de clubes que será realizado no mês que vem em Joinville-SC. O motivo é simples: falta de convite. As equipes que vão representar o Brasil no torneio são o MRV/Minas e o BCN/Osasco.
Masculino Equipes de melhor campanha, que agrupam entre seus titulares 11 jogadores de seleção, Telemig/Minas e Unisul começam a decidir hoje a Superliga masculina de vôlei a partir do fundamento em que são mais temíveis: o ataque. A primeira partida da final em melhor de cinco acontece às 20h30, em Florianópolis-SC, sede da Unisul.
Campeão nacional pela última vez na temporada de 1986, o Minas mantém o melhor aproveitamento de ataque entre os 13 participantes da competição: 39,54% de acerto. Pouco mais de um dígito o separa da Unisul, segunda colocada, com 37,9% de eficiência.
Durante a fase classificatória, Telemig/Minas e Unisul enfrentaram-se duas vezes: duas vitórias dos catarinenses por 3 sets a 2.
De qualquer forma, o Minas cumpriu a melhor campanha em toda a competição. Foram 19 vitórias e seis derrotas, uma derrota a menos que o adversário. Nas semifinais, a Unisul surpreendeu pela facilidade com que eliminou a bicampeã Ulbra-Compaq, de Canoas-RS, em 3 a 0. O Minas precisou de quatro partidas para bater o Banespa.





