O Paraná Basquete Clube, que estreou sexta-feira contra a seleção da WNBA (liga de basquete profissional feminino dos Estados Unidos), está se preparando para ser o melhor time do Brasil. Mais que isso, a equipe comandada pela ex-jogadora Hortência Marcari Oliva e pelo técnico da seleção brasileira de basquete feminino, Antonio Carlos Vendramini, quer ser uma referência no basquetebol brasileiro.
Para tanto, a Secretaria de Esportes do Paraná contratou todo o time campeão brasileiro pelo Fluminense para defender as cores do Paraná. Mas o projeto da secretaria é montar um Centro de Excelência semelhante ao que foi criado no Vôlei, com a instalação de núcleos em todo o Estado.
O Paraná Basquete Clube vai disputar o Campeonato Brasileiro, o Sul-Americano - que será realizado de 20 a 27 de novembro no Paraná - e também o Mundial Interclubes e o Pan-Americano.
Quem vai coordenar o Centro de Excelência é Hortência, que há algum tempo já vinha conversando com então o secretário de Esportes, Osvaldo Magalhães dos Santos, sobre a possibilidade de viabilizar para o basquete o mesmo projeto em andamento no vôlei.
Segundo ela, coordenar um Centro de Excelência de Basquete é um antigo sonho que vai poder realizar agora. ‘‘Poderemos ensinar o esporte às crianças, tirando-as das ruas e da marginalidade e ainda teremos um time adulto no qual as crianças poderão se inspirar’’, afirma Hortência. A ‘rainha’ do basquete brasileiro diz ainda que a vinda de todo o time do Fluminense para Curitiba motivou as atletas, que estão muito contentes por participar de um projeto como este.
Mesmo ainda sem patrocínio anunciado, as jogadoras do time paranaense já estão instaladas na cidade e treinando firme sob o comando do técnico Vendramini. A Secretaria de Esportes não fala sobre o valor pago pela vinda das atletas, comissão técnica e dirigentes para a capital paranaense. Nem arrisca falar sobre o patrocinador, data ou local onde será instalada a sede deste centro de excelência.
Possivelmente, a sede do Centro deverá ficar na Região Metropolitana de Curitiba. Os salários das jogadoras, comissão técnica e dirigentes também estão sendo mantidos em sigilo pela secretaria. Segundo a assessoria, o segredo faz parte do jogo quando as conversações com o patrocinador, ou patrocinadores, ainda não estão concluídas. Mas a média salarial das jogadoras de basquete dos principais clubes brasileiros varia entre R$ 10 e R$ 15 mil.

O TIME
Hortência de Fátima Marcari Oliva - Diretora da equipe. Nascida em Potirendaba-SP em 23 de setembro de 1959, teve carreira brilhante no basquete brasileiro.
Antonio Carlos Vendramini - Técnico. Vendramini, de 48 anos, foi técnico da seleção brasileira em 89 e 90.
Victória Bullet - Americana, pivô, 1m92, 31 anos
Vedrana Grgin - Croata, lateral, 1m89, 23 anos
Silvia Andréa Santos Luz - Armadora/lateral, 1m73, 23 anos
Marta de Souza Sobral - Pivô, 1m91, 34 anos
Cintia Regina Santos Luz - Armadora/lateral, 1m74, 27 anos
Rosângela Aparecida Pereira - Lateral/pivô, 1m87, 23 anos
Patrícia Mara da Silva - Pivô, 1m88, 21 anos
Pabliana Aparecida Andrade Laé - Armadora, 1m64, 21 anos
Sandra Regina Rosa - Lateral, 1m81, 20 anos
Flavia Ricosti - Lateral/pivô, 1m84, 21 anos
Fabiana da Silva Guedes - Lateral/pivô, 1m79, 20 anos
Manuela Cherobin - Lateral, 1m83, 18 anos
Norberto José da Silva (Borracha) - Auxiliar técnico, 41 anos
Cláudio Eduardo Bacci Martins - Preparador físico, 34 anos
Jacinto de Moura - Coordenador de materiais, 31 anos
Marcos Antônio Gatto da Fonseca - Supervisor, 34 anos

mockup