São Paulo - A fase que antecedeu o rebaixamento do Corinthians, entre 2004 e 2007, foi marcada pelas constantes trocas de treinadores, como lembrou recentemente o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. O problema é que ele tem usado o mesmo artifício desde que Muricy Ramalho deixou o clube. Paulo Autuori é o sétimo técnico após o tri brasileiro, em 2008.
O Corinthians pós-Série B é a antítese disso. O que chamou a atenção e mostrou a mudança de postura foi que não faltaram motivos para o então presidente Andrés Sanchez, hoje desafeto de Juvenal Juvêncio - antes eles até se encontravam para beber uísque -, demitir alguns treinadores, mas ele resistiu. "Você só deve intervir, demitir o treinador, num caso de exceção", disse o sucessor de Andrés, Mário Gobbi.
Um pequeno, mas importante, grupo de integrantes da Gaviões da Fiel pediu a cabeça de Mano Menezes após a eliminação para o Flamengo na Copa Libertadores, em 2010. Mano entregou o cargo, porém Andrés renovou o contrato do treinador. Quando Mano foi para a seleção, Adilson Batista, que durou três meses no cargo, foi a exceção mencionada por Gobbi. Veio então Tite, hoje uma unanimidade, mas que por pouco não sucumbiu após o vexame diante do Deportes Tolima, em 2011. O Brasileiro, a inédita Libertadores e o até então impensável Mundial de Clubes vieram depois disso.
Juvenal, enquanto isso, foi descartando treinadores a esmo. Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Carpegiani, Leão, Nei Franco... "Falaram das nossas trocas de técnicos, mas quando lembrei na apresentação do Autuori o que o Corinthians fez nos últimos anos, ninguém gostou de ouvir. A verdade dos fatos incomoda", disse Juvenal. "Ele falou a verdade, compilou dados que são verdadeiros e ele anunciou o que já se sabia, não há nada de mais, são fatos públicos", respondeu Gobbi. (A.E.)

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