Time do Corinthians está no limite da resistência física
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segunda-feira, 06 de dezembro de 1999
Por Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 06 (AE) - O time do Corinthians está esgotado. A contusão dos zagueiros João Carlos e Márcio Costa ainda no primeiro tempo, ontem, contra o São Paulo foi um aviso. O time já disputou 80 partidas este ano e a resistência física dos atletas está no limite. "Por isso, insisti tanto com o time para chegar em primeiro na fase de classificação e ficar com a vantagem do empate em todas as disputas", disse o técnico Oswaldo de Oliveira, que, antes do início das quartas-de-final, chegou a prever o título após nove empates.
O treinador salientou que o primeiro semestre foi muito difícil com a disputa simultânea do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e da Taça Libertadores da América. "A parte psicológica também foi bastante exigida", afirmou Oswaldo, referindo-se ao duelo perdido para o Palmeiras nas quartas-de-final do torneio sul-americano, após cobranças de pênaltis.
Para Oswaldo, a equipe corintiana compreendeu que no atual estágio, o grupo precisa aliar ao preparo físico muita técnica, tática e garra. "Com o calendário brasileiro, não se faz um campeão apenas um com um desses quesitos", completou.
Para driblar esse desgaste, jogadores e comissão técnica armaram esquemas especiais. O atacante Edílson disse que alterou seu estilo. "Agora, corro menos do que antes, mas na hora certa", afirmou. O atleta revelou uma modificação implantada no setor ofensivo do time. "Eu e o Luizão (companheiro de ataque) não marcamos mais a saída de bola do adversário", disse. "Preferimos recuar até o meio-de-campo e esperar o avanço dos zagueiros; desta forma diminuímos bastante nosso desgaste durante as partidas."
O meia Marcelinho, que voltará ao time domingo, na primeira partida da final, após cumprir suspensão ontem, disse que diminuiu o número de lançamentos longos para o ataque. "Jogamos de uma maneira mais compacta, um perto do outro; erramos menos passes e deixamos o adversário correr atrás da gente", disse o jogador. O volante Rincón valoriza a posse de bola. "É a nossa maior aliada", disse o colombiano, que passou toda a semana passada fazendo reforço muscular.
O trabalho do preparador físico Antônio Mello também é indicado pelo elenco como um dos fatores que conseguem manter o ritmo do time. Nos treinamentos corintianos, as corridas de resistência em volta do gramado são substituídas por exercícios específicos. Por exemplo: os jogadores de ataque aprimoram a explosão muscular, com piques de 50 e 100 metros. Os defensores são exigidos em bancos de areia, a procura de uma melhor impulsão.
REAPRESENTAÇÃO - O time volta aos treinamentos amanhã à tarde no Parque São Jorge, após um dia de descanso geral. Márcio Costa e João Carlos deverão ser reavaliados, mas, segundo o médico Joaquim Grava, ainda no vestiário do Morumbi, os dois não deverão ser problema para o técnico Oswaldo de Oliveira. "São contusões simples", afirmou Grava.


