Budapeste - Meio dia na pequena Halásztelek, situada na região metropolitana de Budapeste, capital da Hungria. Os jogadores do Clube Atlético Cambé se preparam para almoçar, mas o técnico Walbert Martins, o Knário, terá que aguardar. Antes de comer, precisa dobrar e separar a roupa dos atletas que foram lavadas, já que à tarde tem treino. Essa é a realidade de um clube pequeno. Poucos uniformes para treinar e a multiplicações de funções dos funcionários. Realidade que vive boa parte das equipes mundo afora.

Mas essas limitações não impediram o clube de fazer sua primeira excursão internacional. Serão cinco amistosos na Hungria, algo que muito clube grande não consegue fazer. Se por um lado não haverá o glamour como nos jogos de grandes equipes, por outro, a marca do CAC e os jogadores serão expostos em um novo mercado promissor, o húngaro.

''O Leste Europeu não foi atingido pela crise do restante da Europa. Aqui o mercado está aquecido e crescendo. A Hungria não é diferente. O jogador desembarca aqui e se ele se destacar, é negociado com algum clube maior daqui mesmo ou então com esses mercados emergentes, como Ucrânia, Romênia, Rússia e outros'', explicou Reginaldo de Oliveira, consultor de futebol da empresa Puebla KFT, uma gigante no setor de tickets refeição, que atua também no futebol e é a parceira do CAC nos amistosos na Hungria.

A FOLHA embarcou nesta aventura cambeense pela Hungria. Aventura que já começou com um problema: uma bolsa com bolas e uniformes foi esquecida no ônibus que levou parte da equipe e o técnico Knário de Londrina para São Paulo, onde eles tomariam o voo para a capital húngara. Isso significa prejuízo para a direção do clube e ainda menos materiais para treino.

''Foi R$ 2,5 mil, calculando por cima, o nosso prejuízo nessa brincadeira'', lamentou um dos gestores do clube, o ex-jogador Edenilson Franco, o Pateta.

Leia a reportagem completa de Thiago Mossini exclusiva para assinantes da FOLHA

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