Com 14 gols sofridos em sete jogos, o LEC tem umas das três piores defesas da Série B do Campeonato Brasileiro. A ineficiência do setor deve motivar o técnico Roberto Fernandes a optar por um sistema de jogo bem mais cauteloso contra o Sport, no próximo sábado à tarde, na Ilha do Retiro, em Recife. Ao invés do quarteto de artilheiros, responsável por nove dos 15 gols do time, as atenções estariam concentradas no triângulo de volantes, formado por Dário, Rocha, que volta de suspensão, e o estreante Júnior Gáucho, que treinou ontem no campo da UEL entre os titulares.
O pacote de medidas preventivas tem ainda um segundo ítem que merece ser observado. Fernandes deu indícios que está preocupado com as deficiência de marcação do lateral-esquerdo Fabinho, que recebeu a missão de substituir o lesionado Adavílson. Já prevendo uma intensa pressão na Ilha do Retiro o que mais tira o sono do treinador é a mobilidade da dupla pernambucana, Adriano Chuva e Valdir Papel , Fernandes sinalizou que pode adaptar o zagueiro Luiz Henrique, único canhoto do setor, na ala esquerda do time (ver texto ao lado).
Tudo ainda gira no campo das especulações, mas as chances de Júnior Gaúcho jogar são grandes, segundo o próprio treinador deixou entender em suas declarações. Explicou até a postura que gostaria de ver o jogador atuar, um pouco à frente dos ''cães de guarda'' Dário e Rocha. ''A função principal dele seria ajudar na marcação. O Júnior não tem as mesmas características do Valdeir que costuma conduzir a bola até os atacantes. A grande virtude dele é o passe, que pode ser a ligação com os nossos homens de frente'', ponderou o treinador.
Como já era de se esperar, o próprio Júnior Gaúcho acredita que não enfrentará problemas para atuar fora de sua posição original. ''Já joguei em várias posições no meio-campo e não encontrei dificuldades. Atuei mais avançado com o Roberto em outras equipes e até gostei de jogar mais à frente. Me sinto bem nessa posição'', afirmou o jogador, que também tem afinidade com a bola parada.
Com a provável entrada de mais um meia-defensivo, Fernandes disse que são reduzidas as chances de uma mudança no esquema tático, o 3-5-2, no caso. ''É difícil eu começar jogando com três zagueiro, mas pode ser que eu termine o jogo com essa formação'', despistou o técnico, que teria Dé como opção mais lógica para formar a trinca de defensores. Outra dúvida: a lateral-direita segue indefinida. Jamur e Cassiano voltam a duelar pela posição.

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