Na reapresentação de ontem, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), os jogadores do Londrina se reuniram separadamente - sem a presença do técnico Varlei de Carvalho e dos dirigentes - para estabelecer o ‘‘pacto das vitórias’’ nos jogos em casa. O time tem um saldo ruim no Estádio do Café: na primeira fase da Série B do Brasileiro, perdeu duas vezes (Remo e Desportiva) e ganhou uma (Náutico). Os 3 a 0 sobre o Náutico, na quarta-feira, levaram o Londrina à vice-liderança do Grupo A - 11 pontos ganhos, dois a menos que o líder Remo.
No campo dos adversários, porém, o Londrina reagiu bem - foram dois empates (Atlético-GO e Desportiva) e duas vitórias (União e Náutico). O grupo promete manter a boa campanha diante do União de Araras, no dia 20 - provavelmente no VGD - e do Atlético Goianiense, no dia 27. O clube aguarda autorização da CBF para utilizar o VGD, até que o gramado do Café fique restaurado. O último jogo desta fase será em Belém, contra o Remo.
O atacante Mauro, vice-artilheiro da Série B - cinco gols contra oito de Gauchinho, do XV de Piracicaba - reconhece que o Londrina ainda não descobriu a fórmula para jogar em casa. ‘‘Precisamos descobrir um jeito. Lá fora, ao contrário, fazemos tudo certo.’’
Varlei de Carvalho pretende repetir o esquema 3-5-2, teoricamente mais defensivo, também nos confrontos domésticos, mantendo Valder, Ivanildo e Carlos Alberto na zaga e Marquinhos Capixaba e talvez Pita (o novo reforço) como laterais. Assim, Arnaldo, que atuava como ala esquerdo, retomaria sua posição original no meio-campo, ao lado de China e Alemão. ‘‘Tenho quase dez dias para pensar nisso’’, sossega-se Varlei.
A diretoria queria acertar para amanhã um amistoso contra o Foz do Iguaçu, mas Varlei não concordou. Além do desgaste provocado pelas viagens até Vitória (ES) e Recife, Varlei lembrou que Carlos Alberto, Wagner, Arnaldo e Alemão estão contundidos.

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