Curitiba - Dois vice-campeonatos (1999 e 2001) e um título nacional (2000). Esse foi o saldo da maior experiência paranaense de basquete feminino, mantida durante três anos. Bancado com dinheiro público, a equipe do Paraná Basquete tinha sua sede em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e uma torcida fiel que lotava o ginásio Ney Braga. O público via em ação as irmãs Luz - Silvia, Helen e Cintia -, além do técnico Antônio Carlos Vendramini e o supervisor Hélio Rubens, nomes de peso do basquete nacional.
A despedida da equipe aconteceu após a final de 2001 contra o Vasco da Gama, equipe que tinha em quadra a estrela Janeth e que naquele ano foi a cestinha do campeonato, com 622 pontos.
Com o vice-campeonato na bagagem e o acúmulo de outros problemas, como atraso no repasse dos recursos por parte do governo - que chegaram a ser de até quatro meses - e a falta de perspectivas para o grupo, que passou a receber convites de equipes paulistas, o basquete paranaense feminino acabou. A ex-jogadora Hortência, que coordenava a equipe, manteve contatos com empresas do Estado, mas não teve sucesso.
Para Amarildo Rosa, presidente da FPRB, o fim da equipe principal deixou o trabalho à deriva, por falta de continuidade. ''Existiam 15 núcleos (de formação) em todo o Estado e com o fim do Paraná Basquete, não houve a continuidade que deveria ter. Queremos agora criar bases mais sólidas para o esporte'', concluiu. (J.C.L.)

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