São Paulo, 29 (AE) - A ex-jogadora de basquete Hortência apresentou, hoje, em Carapicuíba, a equipe paranaense, que, por concessão da Federação Paulista, vai disputar o Campeonato Estadual, com início amanhã. O time vai representar a cidade paulista e, juntamente com a Secretaria de Esportes e Turismo de Carapicuíba e o Projeto 100% Cohab, vai adotar o Projeto Cestinha, para desenvolvimento sócioesportivo na região. "Para o Paraná, é essencial participar de um torneio forte", diz Hortência.
A equipe está montada há dois anos, mas, regularmente, vem recebendo reforços. A novidade é a contratação da armadora Helen. Segundo Hortência, o time é bom, mas não pode ser considerado favorito por causa da falta de recursos em relação às demais equipes. "Não posso pagar mais de R$ 10 mil para ninguém; tenho R$ 150 mil para bancar todas as despesas."
Para o presidente da Federação Paulista de Basquete, Paulo Cheidde, apesar do baixo investimento, o Paraná/Carapicuíba tem chances de lutar pelo título e por uma das cinco vagas na Superliga. Segundo ele, há três anos, nenhuma atleta recebia um salário maior do que US$ 1.500,00 e o financiamento de um time não superava os US$ 150 mil. "Hoje, para financiar uma equipe, o patrocinador precisa desembolsar US$ 700 mil", afirma. "Apesar de termos o segundo melhor basquete do mundo, não podemos considerá-lo um negócio", diz. "Algumas emissoras de TV, nem de graça, transmitem o campeonato; precisamos disso para atrair patrocínio." A ESPN/Brasil vai exibir o torneio por dois anos.
Segundo Hortência, Carapicuíba será a sede do Paraná e do Projeto Centro de Excelência do Basquete, por ser carente em projetos sociais. "Vamos trabalhar com a prefeitura e o Projeto do Netinho (100% Cohab), com o intuito de ocupar o tempo das crianças", diz. "No Paraná, onde o projeto está implantado desde março, já formamos jogadoras e técnicos", afirma.
Netinho, líder do grupo de pagode Negritude Jr., anima-se com a iniciativa. "Atualmente, trabalhamos com 350 crianças e, com a Hortência, teremos três mil", conta. "A idéia é juntar forças para exigir iniciativa do governo." Segundo ele, os ministros do Esporte, Rafael Greca, da Cultura, Francisco Weffort, e da Educação, Paulo Renato, apóiam o projeto.

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