Londres - A seleção brasileira masculina de vôlei ampliou ontem a sua hegemonia sobre a Itália e se garantiu pela terceira vez seguida na disputa da medalha de ouro olímpica. Com autoridade, o time de Bernardinho não tomou conhecimento do rival, seu freguês recente em semifinais, e o atropelou: 3 sets a 0 - com parciais de 25/21, 25/12 e 25/21, em apenas 1 hora e 19 minutos de jogo.
Foi a terceira vez que as duas seleções disputaram vagas em decisões nos últimos quatro anos. O Brasil já havia levado vantagem na Olimpíada de Pequim, em 2008, e no Mundial da Itália, em 2010. Mas a vitória desta sexta foi marcante. Ao contrário do que ocorreu nos encontros anteriores, a equipe verde-amarela não perdeu nenhum set, se impôs desde o início e não deu chance de reação aos italianos, que apelaram para a provocação. A torcida brasileira, que mais uma vez lotou o ginásio de vôlei, cantou ''O campeão voltou''.
Embalado, o Brasil buscará seu terceiro ouro olímpico neste domingo, às 9 horas (horário de Brasília), contra a Rússia, a quem já venceu na primeira fase dos Jogos de Londres, por 3 sets a 0. Itália e Bulgária decidirão a medalha de bronze mais cedo, às 5h30 (horário de Brasília).
Autoridade
A seleção brasileira chegou desacreditada à Olimpíada de Londres por conta do sexto lugar na Liga Mundial, sua pior colocação na história do torneio. Mas bastou um mês para o time redescobrir seu potencial e voltar a jogar com a autoridade dos velhos tempos. ''Essa foi uma das melhores atuações dessa equipe'', disse o técnico Bernardinho, ao final da semifinal.
O Brasil manteve ritmo intenso em quase todo o jogo, com exceção do início do terceiro set, único período em que ficou em desvantagem de mais de dois pontos no placar. O time foi eficiente em todos os fundamentos: conseguiu neutralizar o saque forçado, ponte forte dos italianos, fez seis pontos provenientes de seu serviço e dez pontos de bloqueio.
Bernardinho teve poucos momentos de ira durante o jogo. Preferiu aplaudir os acertos, que se sucediam rapidamente, e elogiou o espírito de grupo dos veteranos Giba e Ricardinho. ''A coisa mais bacana que vou levar dessa campanha é ver jogadores como Ricardinho e Giba de fora, mas ajudando o tempo todo. Isso demonstra que o caminho é esse'', disse. (A.E.)

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