Pequim - Depois de as mulheres garantirem uma vaga na final do vôlei, é a vez dos homens tentarem o mesmo. Comandada pelo técnico Bernardinho, a seleção brasileira masculina de vôlei entra em quadra às 9 horas (horário de Brasília) para encarar a Itália na semifinal dos Jogos de Pequim-2008. Trata-se do reencontro de duas das seleções mais tradicionais do vôlei mundial, que decidiram o título dos Jogos de Atenas, em 2004, conquistado pelo Brasil.
Papa-títulos dos anos 90, a Itália viveu um ciclo olímpico conturbado na qual teve dificuldades para se classificar até mesmo à fase final da Liga Mundial. Com o Brasil aconteceu justamente o contrário, apesar do time verde-amarelo ter passado por períodos de turbulência, como o corte do ex-capitão Ricardinho e a perda de uma medalha na Liga Mundial de 2008, disputada no Rio de Janeiro.
Nas quartas-de-final da Olimpíada, a Itália eliminou a vice-campeã mundial Polônia em uma partida emocionante, decidida apenas no tie-break. Por sua vez, os brasileiros não tiveram o menor problema diante da fraca China na luta por um lugar na semifinal. ''O Brasil é um dos times mais completos do mundo. Vamor ter que manter o foco para batê-los'', analisou o técnico da Itália, Andrea Anastasi.
Bernardinho, por sua vez, acende o sinal de alerta em seus atletas, visto que o Brasil é considerado favorito para a disputa. ''A Itália vem com moral, confiança depois da vitória sobre a Polônia. Mas a pressão está com a gente, a maior responsabilidade é do Brasil. Não tem relaxamento, é um clássico'', definiu.
De olho no terceiro ouro do vôlei masculino do Brasil, Giba é ainda mais radical na sua análise: para ele, a semifinal contra a Itália é é o ''o jogo da vida de todo jogador''. ''Será um teste verdadeiro, de matar ou morrer. A Itália é um time experiente e que a gente conhece muito. A pressão em um momento como este sempre existe'', analisou.
O outro finalista sairia do confronto entre Estados Unidos e Rússia, que jogariam nesta madrugada.

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