Marcos Zanatta
De Maringá
Depois de um empate e duas derrotas consecutivas nas três primeiras rodadas do Campeonato Paranaense, a Portuguesa Londrinense enfrenta o Rio Branco, domingo à tarde no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, com a obrigação de ganhar. ‘‘Temos que vencer ou vencer. Não há alternativa. Caso não consigamos a vitória, vai haver mudanças’’, adiantou o diretor de futebol, Amarildo Vieira, à Folha ontem à tarde.
Ainda antes da derrota para o Coritiba, quarta-feira à noite, surgiu o comentário de que o técnico Lívio Vieira poderia ser substituído por Walter Zaparolli, que dirige o Grêmio Maringá. Amarildo Vieira assegurou que essa possibilidade sequer foi cogitada. Entretanto, admitiu que se a vitória não vier domingo haverá mudanças.
‘‘Não disse que o comando técnico seja trocado. Mas se não vencer vai haver mudança, com certeza’’, enfatizou o diretor de futebol. ‘‘Nem que seja para mudar a cor da camisa para preta’’, emendou, em tom de dissimulação.
O técnico Lívio Vieira concorda que a vitória em casa é uma obrigação. Quanto à possibilidade de ser substituído, o técnico demonstrou tranquilidade e disse que isso não o preocupa. ‘‘Sei dos riscos da falta de vitórias, mas a minha preocupação é extrair dentro do campo o máximo dos jogadores de que disponho. E a diretoria decide o que entende ser o melhor para a Portuguesa’’, disse Lívio.
Walter Zaparolli não foi encontrado ontem para falar sobre a possibilidade de se transferir para Londrina. Ele apenas ‘‘passou’’ pelo treinamento físico do time no final da tarde e não voltou ao hotel onde mora. O presidente Aristides Mossambani ficou surpreso com a informação. ‘‘Ele não falou nada disso para ninguém’’, disse, garantindo desconhecer a intenção de Zaparolli deixar o Galo.
O assessor de comunicação Edvaldo Ferreira admitiu que Zaparolli tem estreito relacionamento com diretores da Portuguesa. ‘‘No entanto, nunca demonstrou interesse em sair do Grêmio’’, afirmou.

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