Curitiba - Uma das iniciativas mais criticadas da história do futebol do Paraná, o Corinthians Paranaense pode estar com os dias contados. O empresário Joel Malucelli, dono do grupo de empresas J. Malucelli e presidente de honra do clube, aponta que no segundo semestre a diretoria vai discutir o futuro do Timãozinho. Entre as possibilidades a serem colocadas na mesa, está a de voltar a chamar o time de J. Malucelli.
''Vamos discutir o assunto em setembro. Temos contrato com o Corinthians Paulista até dezembro. Como vai mudar a presidência do Corinthians (original), vamos conversar com a nova diretoria, ver se será feito um novo contrato'', explica Joel Malucelli.
O Timãozinho nasceu em Curitiba em 1994 como o clube-empresa Malutrom, nome que remetia aos dois grupos empresariais que mantinham a agremiação, ligados às famílias Malucelli e Trombini. Na década seguinte, tornou-se apenas J. Malucelli.
No início de 2009, empolgado com uma pesquisa encomendada por um jornal curitibano que indicou o Corinthians Paulista como o time de futebol de maior torcida do Paraná, Joel Malucelli propôs uma parceria com o Timão para que o clube curitibano se tornasse uma espécie de filial paranaense da agremiação de São Paulo. A ideia era usar a popularidade do Corinthians original para atrair torcida para o J. Malucelli, que sempre teve muitos simpatizantes (tanto que ganhou o apelido de Jotinha), mas poucos torcedores.
A parceria, assinada com o presidente do clube paulistano, Andrés Sanchez, previa ações conjuntas de marketing, intercâmbio de integrantes das comissões técnicas, jogadores e profissionais de diferentes departamentos. Além disso, o time paulista teria preferência na contratação de revelações da filial paranaense. O contrato firmado foi de três anos.
Joel Malucelli considera que a parceria teve resultados bons e ruins. ''Tivemos um retorno fantástico na parte financeira, por causa do Jucilei e do Ronaldo (volantes que foram do Corinthians Paranaense para o Paulista; o primeiro chegou à Seleção Brasileira). Em termos de material esportivo (fornecido pela Nike), também. Mas tivemos alguns pontos negativos. A bandeira paulista no escudo do Corinthians Paranaense não ficou bem para a imprensa. Além disso, a torcida corintiana no Paraná não aderiu ao nosso time'', lamenta o empresário.
Os números do último Campeonato Paranaense comprovam essa rejeição. De acordo com a Federação Paranaense de Futebol (FPF), o Corinthians local teve a pior média de público como mandante do último Estadual, com apenas 383 pessoas comparecendo a cada partida do Timãozinho na sua casa, o Ecoestádio Janguito Malucelli. Das 10 partidas do torneio com menor público, metade teve o Timãozinho como mandante. Em cada um desses cinco jogos, contra Cascavel, Paranavaí, Iraty, Roma e Cianorte, menos de 200 testemunhas estiveram nas arquibancadas.

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