Por que Marcelinho Carioca não consegue repetir o seu desempenho técnico, tático e até emocional do início do Campeonato Brasileiro? A comissão técnica do Corinthians, auxiliada pela psicóloga Suzy Fleury, que passou a acompanhar todos os treinos do time, tem o desafio de solucionar essa questão até domingo, data do segundo jogo contra o Santos.
A recuperação da principal estrela corintiana é considerada vital para que o time chegue à final do campeonato. Marcelinho mudou desde que foi afastado do time por 20 dias, por indisciplina. Em campo, parece preso, inibido.
Luxemburgo tem procurado elogiar o jogador para motivá-lo. ‘‘Contra o Santos, ele cumpriu taticamente o que eu pedi e impediu os avanços de Athirson; no domingo, ele pode ter uma função diferente’’, afirmou. ‘‘O que o Wanderley pedir, eu vou fazer’’, disse Marcelinho. ‘‘O importante é que eu estou contribuindo com a minha técnica para o sucesso da equipe, dando passes para os gols’’, disse o craque.
Ele não marca gols desde o dia 18 de outubro. ‘‘Na hora certa, vai sair’’, afirmou. Depois da derrota de 2 a 0 para o Grêmio, há dez dias, culpou o afastamento disciplinar pela queda de produção. A declaração causou um novo mal-estar com Luxemburgo e Marcelinho resolveu ‘‘medir’’ as palavras. Passou do estilo explosivo para as respostas lacônicas e acusou uma suposta perseguição da imprensa. ‘‘Quiseram criar um novo entrevero com o Wanderley e isso eu não aceito’’, disse.
Marcelinho disse antes do jogo de domingo contra o Santos que estava ‘‘triste’’ depois de tudo que ele enfrentou. ‘‘Isso é natural para um pessoa que está procurando recuperar a alta performance do início do campeonato; estranho seria se ele estivesse feliz’’, disse a psicóloga Suzy Fleury.
Luxemburgo não deve alterar a escalação para o jogo de domingo. O lateral Rodrigo, recuperado de contusão muscular, voltou aos treinos, mas ainda está sem condições. O técnico disse que o time vai buscar a vitória, mas com cautela. ‘‘O empate ainda nos dá a chance de um terceiro jogo’’, disse.

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